Ronaldinho e Assis não serão acusados pelo MP do Paraguai; três pessoas são denunciadas

Marcello Neves
Ronaldinho após depor na manhã desta quinta, 5, em Assunção (NORBERTO DUARTE/AFP via Getty Images)

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, não serão denunciados pelo Ministério Público do Paraguai pelo uso de documentos adulterados. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal 'ABC Color' e confirmada pelo 'Jogo Extra'. A alegação é de que a dupla foi enganada e agiu de "boa fé".

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"O senhor Ronaldo Assis Moreira, mais conhecido como Ronaldinho, aportou vários dados relevantes para a investigação e atendendo a isso, foram beneficiados com uma saída processual que estará a cargo do Juizado Penal de Garantias”, afirmou o promotor Federico Delfino.

O Ministério Público decidiu pela acusação de três pessoas: o empresário Wilmondes Sousa Lira, apontado como responsável pela obtenção dos documentos adulterados, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, responsáveis originais pelos números presentes nos passaportes de Ronaldinho e Assis.

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Um dos critérios utilizados pela promotoria para liberar Ronaldinho e Assis foi o "critério de oportunidade", recurso previsto nas legislação paraguaia quando suspeitos admitem o erro e não tem antecedentes criminais.

O caso ainda irá para o Juizado Penal de Garantias e a decisão final será feita por um juiz.

O ex-astro do Barcelona e da seleção brasileira Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto Assis foram detidos pela polícia do Paraguai na noite desta quarta-feira sob acusação de ter entrado no país usando supostos passaportes falsos.

Euclides Acevedo, ministro do Interior do Paraguai, informou que investigadores entraram na suíte presidencial do Hotel Yacht y Golf Club, onde Ronaldinho estava hospedado, e encontraram dois passaportes adulterados. Um estava em nome do ex-jogador e o outro no do irmão.

Ronaldinho chegou ao Paraguai nesta quarta-feira para o lançamento do seu livro "Gênio da vida" e participaria do lançamento de um programa social destinado a crianças organizado pela Fundação Fraternidade Angelical.

Ronaldinho Gaúcho responsabilizou o empresário Wilmondes Sousa Lira, de 45 anos, que o representa no país vizinho, por portar o documento adulterado. Tanto o craque quanto o irmão e agente dele, Ronaldo de Assis Moreira, foram levados pelos agentes.

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