Ronaldinho Gaúcho é réu em ação coletiva por pirâmide de empresa de criptomoeda

Duas semanas antes de ser detido no Paraguai com suspeita de uso de passaporte falso, Ronaldinho Gaúcho virara réu em mais uma ação na justiça brasileira. Em meados de fevereiro, foi divulgado que o ex-jogador é parte de uma ação civil coletiva que pede R$ 300 milhões por danos morais e materiais por sua ligação com a empresa 18kRonaldinho, de criptomoedas. Desde outubro de 2019, a firma bloqueou o dinheiro que clientes investiram em suas atividades.

A ação é movida pelo Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) de Goiás. A entidade afirma ter identificado 150 pessoas lesadas pelo bloqueio das contas da empresa. As vítimas moram em vários estados brasileiros e no exterior. Estimam-se prejuízos de R$ 1000 a R$ 500 mil.

Além de Ronaldinho e da empresa, os diretores são réus da ação. Eles eram os responsáveis por prospectar novos clientes no país. Ronaldinho seria o garoto-propaganda. Ele aparecia em vídeos e ações promocionais da empresa.

Em outubro do ano passado, após vir à tona que o Ministério Público Federal investigava a 18k por suspeita de pirâmida financeira, Ronaldinho se desligou da empresa e disse que sua imagem estava sendo usada sem consentimento. Esta passou a se chamar 18k World. A prática é considerada crime contra a economia popular.

Logo após o desligamento de Ronaldinho da empresa, os clientes informaram que não conseguiram mais retirar o dinheiro investido.

A empresa prometia redimentos de até 2%, além de prêmios variados de acordo com a cota obtida (variava de R$ 150 a R$ 60 mil).

CEO da empresa, Marcelo Lara Marcelino, desde então afirma que a empresa foi vítima de uma fraude. Por isso teria bloqueado os saques de sua plataforma.

A 18kRonaldinho também é alvo de investigação na esfera criminal, a cargo do Ministério Público de São Paulo. Ronaldinho Gaúcho já foi ouvido pela promotoria e afirmou que seu nome foi usado de forma indevida.