Mulher de Moro posta beijo gay, é criticada por defesa a causa LGBT e apaga post

Painel da HQ "Vingadores: A cruzada das crianças". Foto: Reprodução

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Mulher do ministro da Justiça no Instagram foi questionada em redes sociais após publicar imagem do quadrinho da Marvel censurado na Bienal do Livro.

  • Seguidores a criticaram por defender a causa LGBT; minutos depois, advogada apagou postagem.

Alvo de censura por parte do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), o quadrinho da Marvel que traz dois garotos se beijando despertou a fúria ontem também de seguidores da mulher do ministro da Justiça, a advogada Rosângela Moro, nas redes sociais.

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No Instagram, Rosângela, que já protagonizou demonstrações de apoio ao marido, desde o início do governo, e de apoio ao agora presidente Jair Bolsonaro (PSL), durante a campanha de 2018, foi avo de duras críticas por parte de seus seguidores após postar a imagem e a mensagem: “Só o amor constrói”.

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A informação é do blog do jornalista Guilherme Amado, da Revista Época. De acordo com o jornalista, a imagem do beijo gay, extraída do gibi dos Vingadores, foi atacada por seguidores da advogada como suposta defesa dela à causa LGBT. Minutos após a publicação, Rosângela apagou a postagem.

Censura da Prefeitura e do presidente do TJ-RJ

A imagem do beijo foi censurada não apenas pelo prefeito Crivella, como pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio de Mello Tavares.

Ontem, Tavares mandou recolher as obras da Bienal que tratassem de temática LGBT voltadas para o público jovem e infantil e que não estivessem com embalagem lacrada e advertência para o conteúdo. A decisão do presidente do TJ atendeu a recurso da Prefeitura e derrubou a liminar obtida na véspera pela organização da Bienal para impedir as autoridades municipais de buscar e apreender obras em função de seu conteúdo, "notadamente" aquelas que tratam de conteúdo LGBT.

A Bienal do Livro Rio informou que vai recorrer da decisão do presidente do TJ-RJ no Supremo Tribunal Federal (STF) "a fim de garantir o pleno funcionamento do evento e o direito dos expositores de comercializar obras literárias sobre as mais diversas temáticas – como prevê a legislação brasileira."