Roubo em Araçatuba custou R$ 600 mil, diz polícia, após prender suspeito de ser 'diretor financeiro' da ação

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A quadrilha envolvida no mega-assalto ocorrido em Araçatuba (521 km de SP), no último dia 30, investiu ao menos R$ 600 mil na ação criminosa, segundo disse à polícia um homem de 33 anos, apontado pelos policiais como "diretor financeiro" do bando envolvido no roubo. Ele foi preso pela Polícia Civil, nesta terça-feira (7), na sua casa, em Sorocaba (99 km de SP).

O valor foi relatado no momento da sua prisão, de acordo com a polícia, que não informou detalhes de como o dinheiro foi usado.

Além dele, na mesma residência uma mulher e outro homem também foram detidos. A defesa do trio não havia sido encontrada até a publicação desta reportagem.

Ao todo, seis já foram presos por suspeita de participação no assalto na cidade do interior paulista.

Três pessoas também morreram durante o roubo, incluindo um criminoso, não identificado. Um homem em situação de rua foi atingido pela explosão de uma das bombas usadas pela quadrilha, deixadas nas ruas, e teve os pés e uma das mãos decepados.

Policiais militares especializados em explosivos encontraram 93 artefatos deixados pelos criminosos na cidade do interior. Os valores levados pela quadrilha não foram informados pela Polícia Federal, que investiga o caso pelo fato de os dois bancos atacados pela quadrilha serem ligados à União.

Na ação desta terça, policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) foram até Sorocaba, com a informação de estaria na cidade o suposto responsável pelas finanças do bando, integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Investigadores ficaram de campana em frente à casa do homem, quando o flagraram chegando em uma picape Volkswagen Amarok. Ao ser abordado, de acordo com a polícia, o suspeito deixou que policiais entrassem em sua casa, no bairro Parque São Bento.

Dentro do imóvel, segundo o Deic, policiais também identificaram uma mulher, de 40 anos, procurada pela Justiça por tráfico de drogas. Anotações de altos valores, supostamente de vendas de drogas, foram encontrados no local e, por isso, o casal foi preso em flagrante. Essa "contabilidade" vai ser analisada pela polícia.

"[O tesoureiro] revelou ter financiado a operação para roubar os bancos em Araçatuba. Sua participação nas ações não está descartada", afirmou trecho de nota do Deic.

Instantes depois, segundo a polícia, um terceiro homem, de 25 anos, chegou em um carro de luxo que, após ser abordado, foi identificado como "funcionário" do suspeito que já estava detido. Os três, ainda segundo o Deic, contam com passagens criminais anteriores por tráfico, no caso do tesoureiro, homicídio.

As denúncias recebidas pelos investigadores indicavam que o trio ostentava veículos de luxo, além de manter um "padrão alto de consumo".

Os três foram indiciados por organização criminosa. A Polícia Federal da região de Araçatuba foi informada sobre as prisões.

O assalto A ação criminosa levou o terror à cidade de 200 mil habitantes na madrugada do dia 30. Ela é uma das maiores do tipo já realizadas no estado, segundo a polícia.

Nessa modalidade de roubo, conhecida como "novo cangaço", grupos de criminosos fortemente armados, em geral entre 15 e 30 pessoas, chegam durante a madrugada a cidades de pequeno e médio portes em comboios de veículos para praticar as ações. Araçatuba é o 33º município atacado desta maneira desde 2018.

No caso de Araçatuba, a quadrilha explodiu duas agências bancárias, roubou o dinheiro delas, atirou em uma terceira, fez moradores reféns, disparou bombas e ateou fogo em veículos na fuga.

A Polícia Civil de São Paulo também apura a participação de ao menos outras duas pessoas no caso. Ambas são de Piracicaba (que fica a 380 km de Araçatuba).

Morreram durante o assalto as vítimas Renato Bortolucci da Silva, 38, e Marcio Victor Possa da Silva, 34.

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