Vídeo: Para roubar empresa de ouro, quadrilha promove terror em Jarinu (SP) com tiros e carros incendiados

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***Por Cristina Camargo, da Folhapress

  • Criminosos armaram grande esquema para viabilizar roubo de joalheria

  • Barulho dos tiros disparados assustou os moradores da pequena cidade do interior

  • Ainda não se tem a confirmação da quantidade de ouro que foi levada

Uma quadrilha fortemente armada invadiu Jarinu, a 75 km de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (13), para assaltar uma empresa do ramo de joalheria especializada em ouro localizada em uma chácara na zona rural da cidade.

O barulho de tiros e explosões assustou os moradores da cidade de 30 mil habitantes. Segundo o relato de testemunhas, os criminosos colocaram fogo em veículos para criar uma barreira contra a polícia e atiraram durante vários minutos.

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Durante a fuga, houve troca de tiros entre a quadrilha e a polícia na altura de Campo Limpo Paulista e na estrada entre Jarinu e Atibaia. Não há registro de feridos. Até o momento também não há informações sobre a quantidade de ouro roubada.

'Novo cangaço' avança no país

Assaltos desse tipo, realizados por quadrilhas especializadas, fazem parte do chamado "novo cangaço". São praticados por criminosos fortemente armados, em grupo de 15 a 30 homens, que chegam a cidades de pequeno e médio portes, durante a madrugada, em comboios de veículos potentes.

Quadrilha invade Jarinu (SP) para roubar empresa de ouro, atira e coloca fogo em veículos - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Quadrilha invade Jarinu (SP) para roubar empresa de ouro, atira e coloca fogo em veículos - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em abril deste ano, uma quadrilha atacou agências bancárias, atirou em lojas e em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Mococa (a 267 km da capital). Mascarados e atirando para cima e em direção ao comércio local, os criminosos usaram explosivos para roubar o cofre de uma agência da Caixa Econômica Federal.

Ações semelhantes ocorreram recentemente em Criciúma (SC), Cametá (PA) e em cidades do interior de São Paulo, como Araraquara, Botucatu e Ourinhos.

Em Criciúma, a ação de pelo menos 30 criminosos, dez automóveis e armamento de calibre exclusivo das Forças Armadas, em novembro de 2020, foi considerado o maior roubo do tipo na história de Santa Catarina.

Os criminosos atacaram o 9º Batalhão da Polícia Militar com tiros nas janelas, bloqueio na saída com um caminhão em chamas e explosão acionada por celular. "Uma ação sem precedentes", disse o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, comandante do batalhão. A ação durou cerca de duas horas.

Em Cametá, homens fortemente armados cercaram o quartel da Polícia Militar, fizeram reféns, atacaram uma agência bancária da cidade com explosivos, atiraram para cima e provocaram pânico entre os moradores. Um refém morreu vítima dos criminosos.

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