RS inicia nova fase de distanciamento por bandeiras em 20 regiões

PAULA SPERB

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O Rio Grande do Sul inicia nesta segunda-feira (11) a nova fase das medidas de distanciamento social para controlar a proliferação do novo coronavírus no estado.

O modelo é guiado por bandeiras -nas cores amarela, laranja, vermelha e preta, uma graduação do menor ao maior risco- aplicadas a vinte regiões do território gaúcho. O uso de máscaras também passa a ser obrigatório a partir desta segunda.

O modelo foi anunciado no último dia 30 de abril, mas a partir de agora é regulado por decreto, com protocolos específicos para 12 grupos de atividades econômicas.

A definição da bandeira para cada área considera os números relacionados à propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde.

O acompanhamento dos índices é diário, mas a classificação será atualizada semanalmente, anunciada sempre aos sábados. A data permite que os setores econômicos se adaptem, em caso de mudança, para o início da nova semana, na segunda-feira.

Entre as 20 regiões, a semana se inicia com uma vermelha, seis amarelas, 13 laranjas e nenhuma preta. O modelo não prevê "lockdown", quando há restrição de circulação das pessoas. A bandeira preta limita as atividades econômicas.

Na semana anterior, das duas áreas inicialmente classificadas com bandeira vermelha, na região de Passo Fundo e Lajeado, apenas uma permanece com a mesma classificação. Passo Fundo passou a ser laranja e Lajeado permanece como vermelha.

Tomando estas duas regiões como exemplo, Passo Fundo (laranja) pode manter o comércio aberto desde que respeitando medidas de higiene e capacidade limitada de de funcionários e clientes. Porto Alegre e as cidades da região metropolitana também estão sob a bandeira laranja.

O mesmo ocorre com hotéis e restaurantes na bandeira laranja. Academias podem funcionar com atendimento individual e 25% dos trabalhadores. Porém casas noturnas, bares e pubs devem ficar fechados e shows não podem ser realizados.

Por sua vez, Lajeado (vermelha) não pode reabrir o comércio de rua que não seja essencial, como lojas de roupas e calçados, por exemplo. Shoppings e academias também precisam permanecer fechados. A indústria pode funcionar na bandeira vermelha, desde que respeitando o limite de funcionários, que varia por segmento. Por exemplo: construção pode operar com 25% dos funcionários e indústria moveleira com 50% dos empregados.