Rubro-negras lamentam final da Libertadores com poucas mulheres

Diogo Dantas
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Samanta Soares esteve presente na final da Libertadores, em Lima

Lugar de mulher é onde ela quiser. Mas a final da Libertadores registrou um baixo público feminino para acompanhar Flamengo e River Plate. Havia alguns casais e famílias, mas em maior parte o que se viu foi grupos de homens sozinhos, mesmo que casados.

Entre as explicações está o fato de afinal ter sido alterada e não mais no Chile, onde havia uma situação de segurança complicada por conta de protestos políticos. Em Lima, as rubro-negras que conversaram com a reportagem indicaram total tranquilidade para frequentar o ambiente da final. Inclusive nos acessos ao estádio Monumental, onde não houve registro de confusão.

— Realmente tem pouca mulher. Vi muitos grupos de homens. As vezes é falta de companhia. Mas a cidade está tranquila. Há muitas crianças — disse a advogada Samanta Soares, 32 anos, que vive em Brasília.

 

— Em nenhum momento me senti agredida. E me incomodo com machismo. Vi muitos homens casados sem a mulher. Talvez por não saberem como estaria o clima. De Miami, nos Estados Unidos, Fabíola Quaresma desembarcou na véspera em Lima com o marido e o filho de 11 anos. Mesmo sem estar acostumada a ir a jogos no Brasil, lamentou o fato de poucas mulheres marcarem presença na final:

— Houve um clima de provocação pela cidade, mas há muita polícia, estava bastante tranquilo. As mulheres deveriam vir se divertir.