Russo voltou para casa em troca de prisioneiros com EUA diz que foi torturado na Libéria

Bandeira da Rússia

(Reuters) - Um piloto russo que retornou a Moscou vindo dos Estados Unidos nesta semana como parte de uma troca de prisioneiros disse nesta quinta-feira que foi torturado sob custódia na Libéria antes de sua extradição para os Estados Unidos.

Konstantin Yaroshenko também alegou ter sido espancado em uma base militar nos Estados Unidos, uma alegação rejeitada pela Casa Branca.

Yaroshenko foi detido em 2010 na Libéria por forças especiais dos EUA como parte de uma grande apreensão de drogas. As autoridades dos EUA então o condenaram por conspiração para contrabandear cocaína para os Estados Unidos e ele estava cumprindo uma sentença de 20 anos.

Ele foi libertado em troca do ex-fuzileiro naval dos EUA Trevor Reed, que foi condenado na Rússia em 2019 por colocar em risco a vida de dois policiais enquanto estava bêbado em uma visita a Moscou. Washington classificou o julgamento de Reed como um "teatro do absurdo".

Sobre seu tempo na Libéria, Yaroshenko disse: "Eles realmente trabalharam comigo. Se você visse aquela sala de tortura agora --não é para os fracos de coração. É como algo de um filme de terror".

Ele não disse se a suposta tortura foi realizada por liberianos ou norte-americanos.

Um porta-voz do governo da Libéria não respondeu às ligações na quinta-feira solicitando comentários.

Ladeado por sua esposa e filha no estúdio de televisão da empresa de mídia russa Izvestia, Yaroshenko disse que foi colocado em uma cadeira com os braços algemados e espancado por três dias.

"Calcanhares, rins, genitais... acredite, tudo ali era sério... Claro, sobreviver a isso foi muito difícil", disse.

Yaroshenko afirmou disse que foi então levado de avião para uma base militar nos Estados Unidos, solicitado a assinar alguns documentos e espancado quando recusou.

Respondendo aos seus comentários, um funcionário da Casa Branca disse que Yaroshenko recebeu "um processo justo e completo no sistema legal dos EUA... o governo dos Estados Unidos adere ao estado de direito e trata os detidos com humanidade".

(Reportagem da Reuters)

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