Russomanno diz que realidade do PRB não se resume à Igreja Universal

Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/AESÃO PAULO - O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, disse, durante sabatina do portal UOL e do jornal Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira, que gostaria que São Paulo tivesse uma igreja em cada quarteirão e negou que Paulo Maluf seja seu padrinho político. Ele defendeu, ainda, que a realidade de seu partido "não se resume à Igreja Universal", ao ser questionado sobre uma eventual participação da igreja em seu governo, caso seja eleito. E disse que não existe em São Paulo polarização entre PT e PSDB.

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- A realidade do PRB não se resume à Igreja Universal. Vou preservar todas as igrejas, regularizando a situação delas, e gostaria que em cada quarteirão houvesse uma igreja pregando o amor ao próximo - disse, lembrando que o PRB foi fundado pelo ex-vice-presidente José Alencar, "um católico".

No começo da semana, Russomanno havia criticado prefeito Gilberto Kassab (PSD) quanto à regularização de igrejas. Segundo ele, Kassab fez uso político das concessões liberadas aos templos religiosos.

Sobre Paulo Maluf, Russomanno foi enfático:

- Ele não é meu padrinho, nunca foi e nunca será. Em todas as minhas eleições, eu fiz votação necessária para me eleger sozinho.

Na sabatina, marcada por discussões entre o candidato e jornalistas, Russomanno apresentou propostas para a saúde e falou que pretende fazer com que toda a população de São Paulo tenha acesso à internet. Disse, ainda, que tem tempo "necessário" na tevê para apresentar suas propostas, e que em São Paulo não existe polarização entre PT e PSDB.

- Tivemos a experiência de um presidente eleito com 1m30 de televisão - disse, se referindo a Fernando Collor.

Sobre supostas ligações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Russomanno desmentiu matéria publicada no jornal Correio Brasiliense, dizendo que está processando o jornalista responsável. A matéria acusa o candidato do PRB de corrupção, baseada em escutas telefônicas. Ele disse que as escutas telefônicas foram realizadas até 2011, mas o jornal fala que as ligações são deste ano.

- O jornalista vai responder criminalmente por um documento que não existe. Abri meu sigilo bancário e telefônico, não tenho nada para esconder. Quero que provem qualquer ligação minha com esse relatório ou com o Cachoeira - disse.

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