Russomanno diz que realidade do PRB não se resume à Igreja Universal

Leonardo Guandeline (leonardo@sp.oglobo.com.br)
Agência O Globo22 de agosto de 2012

SÃO PAULO - O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, disse, durante sabatina do portal UOL e do jornal Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira, que a realidade de seu partido "não se resume à Igreja Universal", ao ser questionado sobre uma eventual participação da igreja em seu governo, caso seja eleito. Ele afirmou, ainda, que gostaria que São Paulo tivesse uma igreja em cada quarteirão e negou que Paulo Maluf seja seu padrinho político. Disse, também, que não existe em São Paulo polarização entre PT e PSDB.

- A realidade do PRB não se resume à Igreja Universal. Vou preservar todas as igrejas, regularizando a situação delas, e gostaria que em cada quarteirão houvesse uma igreja pregando o amor ao próximo - disse, lembrando que o PRB foi fundado pelo ex-vice-presidente José Alencar, "um católico".

Sobre Paulo Maluf, Russomanno foi enfático:

- Ele não é meu padrinho, nunca foi e nunca será. Em todas as minhas eleições, eu fiz votação necessária para me eleger sozinho.

Na sabatina, marcada por discussões entre o candidato e jornalistas, Russomanno apresentou propostas para a saúde e falou que pretende fazer com que toda a população de São Paulo tenha acesso à internet. Disse, ainda, que tem tempo "necessário" na tevê para apresentar suas propostas, e que em São Paulo não existe polarização entre PT e PSDB.

- Tivemos a experiência de um presidente eleito com 1m30 de televisão - disse, se referindo a Fernando Collor.

Sobre supostas ligações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Russomanno desmentiu matéria publicada no jornal Correio Brasiliense, dizendo que está processando o jornalista responsável. A matéria acusa o candidato do PRB de corrupção, baseada em escutas telefônicas. Ele disse que as escutas telefônicas foram realizadas até 2011, mas o jornal fala que as ligações são deste ano.

- O jornalista vai responder criminalmente por um documento que não existe. Abri meu sigilo bancário e telefônico, não tenho nada para esconder. Quero que provem qualquer ligação minha com esse relatório ou com o Cachoeira - disse.