Ryan reconhece "revés" da lei sanitária, mas diz que este "não é o fim"

Washington, 24 mar (EFE).- O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, reconheceu nesta sexta-feira "o revés" sofrido pela falta de consenso em sua bancada para aprovar uma nova lei sanitária, mas garantiu que este "não é o final da história".

Em entrevista coletiva, Ryan prometeu continuar trabalhando para "melhorar a vida do povo" e derrogar e substituir o atual sistema, impulsionado pelo ex-presidente Barack Obama, embora o atual líder, Donald Trump, tenha afirmado na quinta-feira que o manteria se o projeto votado hoje fracassasse.

"Estávamos a ponto de conseguir uma ambição que todos tivemos durante sete anos e ficamos um pouco divididos", admitiu o líder republicano perante a imprensa.

Além disso, Ryan disse que a lei atual, conhecida como "Obamacare", continuará em vigor no futuro próximo, dadas as dificuldades para encontrar um consenso entre os conservadores sobre como substituir o sistema.

"O 'Obamacare' é a lei vigente e seguirá sendo a lei vigente até que seja substituída", declarou o presidente da câmara baixa em entrevista coletiva, na qual alertou que "o pior" do sistema atual "está por vir".

Ryan indicou que, após tentar negociar até o último minuto, ligou para o presidente para sugerir a necessidade de retirar o texto legislativo, e Trump concordou.

O congressista agradeceu os esforços realizados pelo presidente, assim como pelo vice-presidente, Mike Pence, e grande parte dos republicanos para conseguir propor uma alternativa poucas semanas após a chegada de Trump à Casa Branca, em janeiro, embora não tenha prosperado.

Trata-se do primeiro grande golpe para o governo de Donald Trump, com uma de suas principais promessas de campanha não prosperando na primeira tentativa, apesar de contar com um Congresso completamente republicano.

A primeira votação sobre a medida estava prevista para esta quinta-feira, mas os republicanos se viram obrigados a adiá-la pela mesma razão, embora Trump tenha dado um ultimato e exigido que a proposta fosse votada hoje ou, caso contrário, não mudaria o sistema atual. EFE