São Paulo cancela Réveillon e mantém máscaras após variante ômicron

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 01.01.2021 - Virada de ano sem festa e fogos de artifício na avenida Paulista (em frente ao Conjunto Nacional), em São Paulo, durante pandemia do Coronavírus.  (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 01.01.2021 - Virada de ano sem festa e fogos de artifício na avenida Paulista (em frente ao Conjunto Nacional), em São Paulo, durante pandemia do Coronavírus. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS|) - A Prefeitura de São Paulo decidiu cancelar o Réveillon e manter a obrigatoriedade do uso de máscaras após o surgimento da variante ômicron do novo coronavírus. As medidas foram recomendadas pela Vigilância Sanitária, que elaborou um estudo com indicadores epidemiológicos e assistenciais.

A conclusão do estudo estava prevista para ser entregue no próximo domingo (5), mas foi antecipada para a Secretaria Municipal da Saúde na noite de quarta-feira (1º). "Eu o enviei ao prefeito [Ricardo Nunes, do MDB], em Nova York, que deverá se pronunciar sobre os indicativos às 10h30 desta quinta", afirmou Edson Aparecido, titular da pasta, à Folha de S.Paulo.

"Embora todos os dados do município sejam positivos, mas o surgimento da variante [ômicron] e também o mês de dezembro com o comércio popular, foi indicado a manutenção do uso das máscaras e o cancelamento do Réveillon", afirmou o secretário.

Por causa da variante ômicron, que tem três casos confirmados no país -um casal em São Paulo e um homem em Guarulhos, todos em isolamento domiciliar-, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que também está em Nova York, defendeu na quarta que as cidades do estado suspendam as festas de Réveillon deste ano para combater o eventual contágio com a nova cepa.

Mais cedo, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que as cidades devem levar em consideração a confirmação de casos de pacientes com a variante ômicron do novo coronavírus, ao ser questionado se o governo iria recomendar aos municípios cancelamentos das festas de Réveillon.

Gorinchteyn também alertou para os riscos das reuniões familiares de fim de ano, em que as pessoas devem estar mais encorajadas para celebrações que não promoveram em 2020.

"E com isso passa a haver um risco muito maior, porque as pessoas vão se aglomerar comemorar, beber, beijar, abraçar, gritar e cantar", disse. "Esse é um cenário de risco que as pessoas precisam lembrar e o uso de máscaras deve ser premente."

Tanto Gorinchteyn quanto Aparecido sinalizaram na quarta-feira serem favoráveis à manutenção do uso de máscaras.

Na terça, governo estadual pediu ao Comitê Científico uma nova avaliação sobre a necessidade do uso de máscaras em ambientes abertos. Na semana passada, o governador anunciou que elas não seriam mais obrigatórias a partir de 11 de dezembro, caso os índices de casos, internações e mortes por Covid-19 seguissem em queda.

RISCO ELEVADO

A existência da nova cepa foi reportada à OMS (Organização Mundial da Saúde) no último dia 24 após o surgimento de casos na África do Sul. Desde então, houve a confirmação de infecções provocadas pela ômicron nos cinco continentes.

"Dadas as mutações que poderiam conferir a capacidade de escapar de uma resposta imune, e dar-lhe uma vantagem em termos de transmissibilidade, a probabilidade de que a ômicron se propague pelo mundo é elevada", afirmou a entidade no último dia 29.

No mesmo dia, ministros da Saúde de países do G7 alertaram que a variante requer ação urgente. "A comunidade internacional enfrenta a ameaça de uma nova variante altamente transmissível da Covid-19, que requer ação urgente", disseram os ministros em um comunicado conjunto.

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