São Paulo e Corinthians arrecadam menos que o previsto com TV, e Tricolor ainda tem agravante

Fábio Utz Iasnogrodski

A temporada de 2019 ficou marcada pelo novo modelo de divisão dos valores relativos a direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Pelos critérios adotados para TV aberta e fechada, 40% são repartidos igualmente entre os clubes, 30% dependem da quantidade de partidas exibidas e os outros 30% são vinculados à posição final na competição. No que diz respeito ao Pay-Per-View, o fatiamento se deu com base em pesquisa feita pela Globo quanto ao número de assinantes e seus respectivos times, sendo que alguns deles possuem garantia mínima. Diante destes critérios, que se mantêm para 2020, Corinthians e São Paulo, por exemplo, arrecadaram abaixo do que previam.


Tiago Volpi


Como informa o ​blog do Rodrigo Mattos, em seu orçamento para 2020, o Timão destacou ter recebido R$ 13 milhões a menos que o previsto com as cotas do último Brasileirão. Deste montante, R$ 7 milhões foram por conta da quantidade de partidas transmitidas por Globo e SportTV - de fato, a emissora decidiu por deixar jogos do time apenas no pacote de PPV para tentar turbinar as assinaturas. Só que isso não aconteceu como se esperava. O clube de Parque São Jorge teve 12,2% dos assinantes e, por conta desta situação, a verba destinada a ele foi R$ 6 milhões inferior ao projetado - sua garantia mínima, por exemplo, era menor que os R$ 120 milhões do Flamengo.

Cassio


O São Paulo, por sua vez, também esteve entre as equipes com menor número de jogos transmitidos pelo SporTV e ainda sofreu com uma adesão abaixo da esperada no pacote pago. Sua situação, no entanto, é pior que a do rival. Do chamado trio de ferro da capital paulista (completado pelo Palmeiras), o Tricolor é o único que não possui garantia mínima de arrecadação. Com isso, estima-se que abocanhou R$ 40 milhões a menos que o projetado, o obrigando a rever as previsões de entrada de dinheiro da televisão para a temporada que se inicia.