São Paulo se aproxima de clima de deserto

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 18.09.2019: Termômetro de rua registra a temperatura de 38ºC em São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 18.09.2019: Termômetro de rua registra a temperatura de 38ºC em São Paulo. (Foto: Rubens Cavallari/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cidade de São Paulo pode registrar períodos com umidade relativa do ar de 15% nos próximos dias. Para comparação, no deserto do Saara esse índice costuma variar de 14% a 20%.

No caso brasileiro, uma massa de ar seco e quente que cobre vários estados do país acentua a queda da umidade do ar. Nesta segunda (23), ela oscila entre 34% e 18% em São Paulo. Nos próximos dias, especialmente na quarta (25) e na quinta (26), a umidade pode cair abaixo de 15% em horários mais críticos, como no fim da manhã e início da noite.

Além do forte tempo seco, a capital pode registrar nessa semana recorde de calor no ano.

O clima desértico traz preocupações para a saúde. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o ideal é que o índice de umidade do ar fique acima dos 40%. O tempo seco favorece o surgimento de doenças do sistema respiratório, como rinite alérgica, sinusite e faringite, e de alergias, já que as mucosas das vias áreas tendem a ficar mais ressecadas.

Com a umidade nesse patamar, a cidade entra em estado de alerta, em que é recomendável umidificar os ambientes e ingerir líquidos, além de evitar exercícios físicos ao ar livre das 11h às 17h.

A baixa umidade também agrava os efeitos da poluição do ar, uma vez que dificulta a sua dispersão.

Por causa do ar seco, a Defesa Civil Estadual emitiu alertas de perigo de queimadas no estado. Os bloqueios atmosférico típicos dessa época do ano provocam aumento no número de focos de fogo e o surgimento de incêndios florestais ou nas margens de rodovias.

No domingo (22), um grande incêndio atingiu o Parque Estadual Juquery, em Franco da Rocha, na região metropolitana de São Paulo. Segundo a prefeitura da capital, o fogo foi causado por um balão.

O incêndio levou fuligem para diversas regiões da cidade, como no centro e bairros da zona norte e zona sul. Também provocou mudança de coloração no céu.

O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da prefeitura de São Paulo confirmou que o problema foi causado pelo incêndio no parque em Franco da Rocha. "A fuligem desse incêndio está sendo transportada pelo vento de quadrante norte para a capital paulista", disse.

Segundo o CGE, a última chuva significativa registrada na capital aconteceu há quase um mês, em 28 de julho. O volume médio registrado foi de 24,7mm.

A umidade do ar deve ser amenizada a partir de sexta (27), quando uma frente fria chega ao estado trazendo chuvas. Apesar de terem intensidade moderada, as chuvas devem aliviar o tempo seco e reduzir as altas temperaturas.

Veja dicas para amenizar o impacto do tempo seco

- Mantenha-se hidratado. A ingestão de líquidos é extremamente importante, principalmente para crianças e idosos

- Aplique soro fisiológico no nariz

- Evite exercícios físicos ao ar livre e em locais de muita poluição, especialmente das 11h às 17h

- Se possível, use umidificador de ar e bacias de água em casa

- Lavar roupas de frio e cobertores que estão guardados ajuda a aumentar a umidade do ar na casa e ainda limpa peças que podem ter juntado pó e ácaros

- Deixe a casa limpa e arejada, para evitar o acúmulo de poeira e ácaros

- Evite usar vassoura, já que ela espalha pó pelo local -prefira pano úmido ou aspirador

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