São Paulo tem surto de sarampo e já contabiliza 32 casos

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 08.06.2019: Campanha de vacinação contra o sarampo no Memorial da América Latina, na zona oeste de São Paulo. (Foto: Aloísio Mauricio/Fotoarena/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os casos de sarampo confirmados na cidade de São Paulo neste ano já chegam a 32, segundo a SMS (Secretaria Municipal da Saúde). Há duas semanas, eram 14 os confirmados.  Segundo a pasta, oito deles são importados e 24 estão sob investigação. O caso autóctone (de transmissão interna) que havia sido confirmado na cidade em maio voltou para a fase de apuração da origem.  Foram 13 registros na zona norte, 7 no centro, 6 na região sudeste, 5 na região oeste e 1 na região leste. Outros 147 casos suspeitos estão sendo investigados.  Quando existe a suspeita, são desencadeadas ações de bloqueio nas áreas frequentadas pela pessoa contaminada para conter a transmissão da doença. O bairro de Higienópolis foi um dos que receberam uma ação do tipo, no fim de abril.  Antes dos surtos deste ano, a capital paulista ficou por cerca de quatro anos sem registros da doença.  No estado, são 66 os casos confirmados -- 32 em São Paulo, 21 em Santos, 6 em Santo André, 4 em Guarulhos, e 1 em Osasco, Jales e Sorocaba, segundo Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do estado.  Uma campanha de vacinação na capital teve início em 10 de junho e se estenderá até 12 de julho. É voltada para pessoas entre 15 e 29 anos, faixa etária que concentra a maior quantidade de pessoas que podem ter deixado de tomar a segunda dose da vacina tríplice viral, que também protege contra rubéola e caxumba.  Quem estiver fora da faixa etária e não tiver tomado a segunda dose da vacina também pode procurar um posto de saúde. Não é indicada para menores de 1 ano, gestantes e indivíduos imunossuprimidos, ou seja, com o sistema imunológico afetado.  O sarampo é uma doença grave e contagiosa que pode ser transmitida por meio do contato direto com a secreção da pessoa infectada ou pelo ar. Febre alta, tosse, coriza, manchas avermelhadas na pele e manchas brancas no interior das bochechas são alguns dos sintomas.  Em março, o Ministério da Saúde confirmou que o Brasil perderá o status de país livre do sarampo, após registrar um caso no Pará em fevereiro e não conseguir interromper a transmissão da doença. A pasta lançou em abril deste ano o Movimento Vacina Brasil, para tentar conter a queda na quantidade de imunizações registrada nos últimos anos.