Série sobre o Corinthians revê histórias e personagens para traçar perfil do clube e da torcida

O Corinthians passou 23 anos sem conquistar títulos e deu a volta por cima. Por décadas foi chamado de time regional até, enfim, vencer o Brasileiro. Amargou um rebaixamento e, apenas cinco anos depois, conquistou a Libertadores e o Mundial. Já foi palco de um movimento político progressista entre jogadores, mas também acusado de participar de um esquema internacional de lavagem de dinheiro. Ser torcedor do clube é viver entre sentimentos intensos e opostos. A tentativa de montar este quebra-cabeça e entender o que define a identidade corintiana é o que move o documentário “Sou Corinthians”, lançado nesta sexta na plataforma de streaming Globoplay.

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A série em formato documental é dividida em quatro episódios e mescla momentos marcantes da história do clube com depoimentos de jogadores do passado e do presente e de torcedores anônimos e famosos. Participam nomes como o meia Basílio, autor do gol do título paulista de 1977; os atacantes Walter Casagrande, ícone da Democracia Corintiana; e Dinei, campeão brasileiro em 1990, 1998 e 1999; e o goleiro Cássio, ídolo ainda presente no elenco.

— Não é a história do Corinthians cronologicamente e também não é a história da torcida. O nosso documentário é sobre o “corintianismo”. Quais são as características, a maneira de torcer desse clube? Então a história do Corinthians é marcada por alguns acontecimentos, títulos, passagens e personagens que, ao longo do tempo, moldaram o “corintianismo” — explicou o jornalista Edgar Alencar, um dos diretores da série ao lado de Victor Pozella.

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Além das emoções envolvidas em momentos como estes, a série ainda traz alguns bastidores que se mantém pouco conhecidos até hoje. Como, por exemplo, a estratégia do técnico Oswaldo Brandão, conhecido pelo estilo linha dura, para evitar que os jogadores se desestabilizassem emocionalmente após a derrota para a Ponte Preta, na segunda partida da melhor de três que decidiu o Paulista de 1977: um churrasco com cerveja na concentração. Ou a revelação feita por Neto, herói da conquista do Brasileiro de 1990, sobre a conversa com o presidente Vicente Matheus para evitar a contratação do técnico Leão, seu desafeto no Palmeiras. O mandatário o ouviu e não levou a ideia adiante, apostando no então inexperiente Nelsinho Baptista.

— O Tite também tem revelações que nunca ouvi dele e que realmente são inéditas — conta Pozella: — A gente tinha uma preocupação de agradar o torcedor mais fanático e o que menos conhece a história do Corinthians. E essas novidades alimentam um pouco o cara que é mais hard news (expressão jornalística para notícias factuais). E a gente tentou temperar o documentário ao longo dos quatro episódios com situações assim.