Série de transmissões pela internet vai de apresentação do grupo Candongueiro a festival de contrabaixo

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NITERÓI — Em parceria com três produtoras, o escritório de projetos e negócios criativos Realize Cultura lança este mês cinco séries especiais que reúnem cerca de 50 artistas de iniciativas musicais tradicionais da cidade. A empresa vai disponibilizar gratuitamente em canal no YouTube três shows de comemoração dos cinco anos do coletivo Choro na Rua, registrados em pontos turísticos da cidade; a série “Sangue de bandolim”, com quatro episódios em homenagem a Jacob do Bandolim e suas parcerias; quatro apresentações retomando o projeto Palco Livre, que por 20 anos agitou a Praça da Cantareira todas as terças-feiras; o festival Pra Contrabaixo Todo Santo Ajuda, idealizado por Décio Rocha junto com o músico Arthur Maia, falecido em 2018; e os dois últimos shows da série comemorativa de 30 anos do grupo Candongueiro, que prepara a retomada das tradicionais rodas de samba no Rio do Ouro.

O calendário de lançamentos começa na próxima terça-feira, com a exibição, às 20h, do show do grupo Valerie Lu e vai até o dia 30, quando será disponibilizada a apresentação de Chico Batera Trio. Os dois shows fazem parte do projeto Palco Livre. Serão exibidos 16 espetáculos durante o mês. A lista com os dias e horários de cada um está disponível no canal da Realize Cultura.

Heitor Collet, coordenador de projetos do escritório, diz que todo o material audiovisual foi produzido durante a pandemia.

— Mesmo com a dificuldade da pandemia, em 2020 e 2021 conseguimos colaborar com mais de 40 projetos. E em grande parte deles contamos com recursos da Lei Aldir Blanc, bem como com as políticas públicas de cultura implementadas em Niterói e no estado do Rio, especialmente as políticas públicas do Cultura Viva e das chamadas públicas de editais de fomento direto e indireto — explica.

Mesmo com a flexibilização das atividades presenciais, Collet aposta que as produções audiovisuais, para a criação de novos produtos culturais relacionados à música, vieram para ficar.

— Na mesma medida em que a pandemia afetou a produção cultural como um todo, também acabou obrigando os agentes criativos a se reinventarem e criarem novas formas de produção. O audiovisual e as mídias sociais nos parecem ser áreas estratégicas neste sentido. Temos boas expectativas para 2022 — adianta.

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