Sérvia, Hungria e Áustria apertam o cerco à imigração ilegal

Os líderes da Sérvia, Hungria e Áustria assinaram um "memorando de entendimento" em nome do combate conjunto à imigração ilegal.

Prevê o envio, por exemplo, de mais de uma centena de homens, com veículos equipados com câmaras de visão noturna e drones para a fronteira da Sérvia com a Macedónia do Norte, um ponto crítico de passagem.

De acordo com o presidente sérvio, Aleksandar Vučić, os três países também vão cooperar na readmissão de migrantes, estando prevista a partilha de despesas.

O chanceler austríaco, Karl Nehammer, falou, na sequência do encontro desta quarta-feira em Belgrado, numa colaboração essencial porque o "sistema de asilo da União Europeia falhou."

Acrescentou que este chegou a um ponto "em que países individuais da União Europeia estão à procura de novas formas de parceria fora do que é possível no bloco."

Já o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse que as autoridades do país conseguiram impedir 250 mil tentativas de cruzamento ilegal de fronteira.

Insistiu que "há cada vez mais migrantes" e que "são cada vez mais agressivos."

A rota dos Balcãs Ocidentais através da Turquia, Bulgária, Macedónia do Norte e Sérvia é uma das principais rotas para chegar à União Europeia.

Nos primeiros dez meses deste ano, registaram-se cerca de 130 mil entradas ilegais na União Europeia a partir desta rota. É o maior número desde o pico da crise migratória de 2015, de acordo com os dados da agência europeia Frontex.

A crise migratória na Europa tem-se vindo a agravar em várias frentes e já provocou tensões entre os Estados-membros.

Itália recusou recentemente terra firme aos migrantes a bordo do navio humanitário Ocean Viking. Após quase três semanas sem atracar, a embarcação acabou por chegar ao porto de Toulon, no sul de França.

Por causa deste episódio, França e Itália estão de costas voltadas.