Sérvia quer cancelar Europride previsto para setembro

A duas semanas do início, as autoridades sérvias dizem que não haverá Europride no país.

O evento, que deve juntar a comunidade LGBTQI de toda a Europa, está previsto para decorrer entre 12 e 18 de setembro.

Belgrado evoca a crise económica e a situação no Kosovo.

O presidente da Sérvia disse que "o desfile do orgulho, ou seja qual for o nome que se queira dar a essa coisa programada para setembro, será adiado ou cancelado".

Aleksandar Vucic, afirmou: (...) Não digo isto porque estou contente com isso. Estou a dizer isto porque neste momento não podemos (acolher o evento), quando temos o Open Balkan e uma grave crise no Kosovo que não desaparecerá pelo menos até ao final de outubro, e receio que só se aprofundará"

Mas os organizadores não estão dispostos a baixar os braços.

A resposta veio de um dos membros da organização através do Twitter onde se lê que

"O Estado não pode cancelar o EuroPride - ele pode apenas tentar bani-lo, o que seria uma clara violação da Constituição" (...) e que "o desfile Pride vai acontecer como planeado a 17 de setembro, às 17horas, em frente à Assembleia Nacional!"

A presidente das associações organizadoras da Europride, Kristine Garina, também garante que não será cancelada e escreveu no site da organização:

"O direito ao Orgulho foi decidido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem para ser um direito humano fundamental. Qualquer tentativa de "proibir" um Orgulho é uma violação dos artigos 11, 13 e 14 da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, ratificada pela Sérvia como membro do Conselho da Europa".

O braço-de-ferro promete fazer ainda correr muita tinta.

Apesar de a Sérvia ser uma das poucas nações a ter um primeiro-ministro abertamente homossexual, a sociedade ainda discrimina e sujeita a abusos físicos e morais a comunidade LGBT.