Síndica e amante são presos por suspeita de matarem empresário após briga de condomínio na Barra da Tijuca

Extra
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A síndica de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e o amante dela, que trabalhava como supervisor no local, foram presos nesta terça-feira por suspeita de terem participado do assassinato de um morador do edifício. A vítima, identificada como o empresário Carlos Eduardo Monttechiari, teria descoberto que Priscilla de Oliveira estava desviando recursos do condomínio. Ela então teria se juntado a Leonardo Lima para cometer o crime. As informações são do "RJ1", na TV Globo.

O assassinato ocorreu no dia 1º de fevereiro. Carlos estava dentro de um carro, na frente do terreno que alugava, na Vila Kosmos, na Zona Norte, quando um homem o abordou e atirou. O empresário chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu e morreu no dia seguinte. Inicialmente, o crime foi tratado como latrocínio, um roubo seguido de morte, o que mudou no decorrer da investigação.

Carlos já havia sido síndico do condomínio e teria encontrado provas de um desvio de R$ 800 mil nas contas durante a gestão de Priscilla. Quatro dias após o crime ele faria uma reunião para compartilhar as informações que havia colhido sobre o caso com outros moradores.

De acordo com a polícia, foi Leonardo quem atirou na vítima. Ele foi até o local em um carro que está no nome da esposa dele. LO funcionário do prédio teria tentado modificar o veículo com a instalação de novos pneus e retirando adesivos, mas um amassado na lateria teria ajudado os investigadores no rastreio do automóvel. Nesta terça, ao ser preso, Leonardo usava o mesmo carro.

A síndica e o amante devem ficar presos por 30 dias, até que a polícia termine a investigação do caso. Os agentes ainda procuram pelo motorista que teria ajudado Leonardo a fugir. Norley Thomaz Lauand, advogado de Priscilla de Oliveira, afirmou à "TV Globo" que a cliente “em momento algum desejou a morte da vítima” e ressaltou que "com certeza vai ficar concluído que ela não tem participação alguma. Foi uma atitude isolada do Leonardo, se, por ventura, ele cometeu, mas ela não contribuiu para isso”, disse.