Síria denuncia planos de Israel para dobrar assentamentos em Golã

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BEIRUTE (Reuters) - A Síria condenou nesta segunda-feira os planos de Israel para dobrar nos próximos cinco anos o número de assentamentos judaicos nas Colinas de Golã, tomadas dos sírios em 1967, e classificou a intenção como uma "escalada perigosa e sem precedentes", afirmou a imprensa estatal síria.

O gabinete de Israel aprovou no domingo um plano de construir cerca de 7.300 unidades habitacionais adicionais em uma medida que pode consolidar o domínio israelense no território.

"A Síria condena a escalada perigosa e sem precedentes pelas autoridades de ocupação israelense" em Golã, afirmou a agência de notícias SANA, acrescentando que o governo de Damasco irá utilizar todos os meios legais disponíveis para retomar o território.

Em entrevista ao canal de TV sírio al-Ekhbariya, o ministro das Relações Exteriores, Faisal Mekdad, classificou as ações de Israel de "criminosas" e disse que o país violou a resolução 497 da ONU de 1981, que declarou a anexação efetiva de Golã "nula e sem efeito".

Israel promoveu ataques frequentes contra o que descreveu como alvos iranianos na Síria, onde forças apoiadas por Teerã, incluindo o libanês Hezbollah, foram destacadas na última década para apoiar a guerra do presidente Bashar al-Assad na Síria.

Israel anexou a área de 1.200 quilômetros quadrados das Colinas de Golã em 1981, uma ação não reconhecida pela comunidade internacional. A Síria exige a devolução de Golã, de onde é possível avistar o Líbano e local que faz fronteira com a Jordânia.

(Reportagem de Omar Fahmy)

REUTERS MCM

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