Só 1 em cada 5 escolas tem atendimento educacional especializado para crianças com deficiência no Brasil

Bruno Alfano
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RIO - Só uma em cada cinco escolas públicas no Brasil possui atendimento educacional especializado (AEE) para crianças com deficiência. Além disso, 1.117 municípios não contam com nenhum colégio com esse tipo de oferta. Os dados são do Censo Escolar de 2020, de antes da pandemia, que piorou ainda mais o atendimento a esses alunos.

Pesquisa da Fundação Carlos Chagas com a UFABC, a Ufes e a USP, realizada em junho de 2020, mostrou que 41% dos professores acharam que o desempenho dos alunos com deficiência caiu na pandemia, e 28% afirmaram que o material ofertado não tinha versão com acessibilidade.

— Toda escola devia ter o AEE. Esse atendimento trabalha com aquilo que, num ambiente escolar, está sendo uma barreira ao aprendizado das crianças — afirma Maria Teresa Mantoan, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença (Leped), da Unicamp.

Na prática, crianças ficam sem atendimento ou alunos de diferentes escolas são reunidos num único colégio para o AEE, o que, segundo Mantoan, desvirtua a concepção desse tipo de atendimento.

— O AEE não é um serviço itinerante. Tem que estar sediado na escola. O professor do AEE tem que conhecer o docente da classe regular para identificar as barreiras e, a partir daí, entender os melhores recursos para derrubá-las — diz.