'Só quero minha mãe de volta, saber que estão bem', diz filho de mulher desaparecida em Angra

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Desde o último domingo Guilherme Brito aguarda notícias sobre o paradeiro da mãe, Cristiane Nogueira da Silva, de 48 anos. Ela e o ex-companheiro Leonardo Machado de Andrade, de 50, saíram para um passeio em Angra dos Reis, na tarde do dia 22 para verem o pôr do sol numa ilha ao lado de onde estavam e, desde então, não foram mais vistos. Sem retorno para as mensagens e as ligações, Guilherme foi até a casa de Leonardo, onde os dois estavam para tentar uma reconciliação, e encontrou o celular de Cristiane ontem no imóvel. Ainda sem pistas sobre o que aconteceu, as buscas na região com auxílio de aeronaves e embarcações, como do Corpo de Bombeiros, que retomou o trabalho na manhã desta quarta-feira, às 7h40.

Cristiane chegou em Angra na sexta-feira e estava com a volta ao Rio marcada para segunda-feira. Quando a família e o motorista que a buscaria não conseguiram qualquer contato, Guilherme foi para o local para participar das buscas. A preocupação logo aumentou porque, segundo ele, a mãe mantém o contato diariamente com todos.

— Com certeza ela está incomunicável, ontem ainda achei o celular dela dentro da bolsa, com todas as coisas. Ela me manda bom dia às 6h, 7h da manhã, aquele bom dia de mãe. Não é só comigo, mas com minha irmã, minha tia, minha avó. Pergunta se estamos bem, o que estamos fazendo, como estão as coisas. Ela está sempre em comunicação com todos. — conta Guilherme. — Tem alguma coisa estranha. Estão todos aguardando notícias. Só quero minha mãe de volta, saber que estão bem, entender que está tudo bem. Só quero ter boas notícias.

Hoje nas redes social, Guilherme compartilhou as últimas mensagens enviadas para a mãe. Às 12h35 ele pergunta: "Está bem?". Quatro horas depois, ainda sem resposta diz: "Quando puder responde". Ainda sem retorno, duas horas depois escreve: "Estou indo te buscar".

Ele acompanhou as buscas na segunda e na terça-feira, voltando ao Rio. Sem praticamente parar para descansar, mantém contato com as equipes que trabalham em Angra para voltar, a qualquer sinal de novidade. Hoje os Bombeiros tiveram como ponto de partida a Praia do Abraão, mas como nos outros dias, farão uma varredura na região. A casa alugada de Leonardo fica na Praia da Longa, na Ilha Grande, onde o casal foi visto pela última vez. Eles saíram de barco por volta das 16h30 do domingo para ver o pôr do sol numa praia próxima.

As buscas tiveram início ainda no domingo, quando um funcionário de Leonardo começou a perguntar a conhecidos se tinham alguma informação sobre o casal. O delegado Vilson de Almeida Silva, da 166ª DP (Angra dos Reis), diz que diferentes órgãos participam de uma varredura na região à procura da embarcação. Ele acredita que ao conseguir localizar o barco, possivelmente encontrará o casal ou terá pistas sobre o paradeiro.

— A gente pediu auxílio à Companhia dos Portos, pedimos auxílio à Defesa Civil, Polícia Federal, à Secretaria municipal de Angra, Secretaria da Ilha Grande para poder tentar localizar a embarcação para tentar chegar neles e ver o que aconteceu — conta o delegado. — Está tudo muito vago. A gente não descarta nenhuma linha de investigação. O barco pode ter afundado, tem uma história deles de relacionamento, eles podem estar vivendo um momento de amor em algum lugar. Sem encontrar o barco é difícil definir o que aconteceu. Mas, realmente, a gente não descarta nenhuma possibilidade.

Segundo Guilherme, a família ficou preocupada com a viagem porque Cristiane costuma enjoar fácil em passeios de barco ou em aeronaves.

— Esse foi o primeiro final de semana que ela foi conhecer. Ficamos preocupados, por ficarem isolados e com o mar. O Leo eu tenho certeza que sabe pilotar muito bem. Ela enjoa fácil e vai para um lugar em que tudo o que tem que fazer é no mar, até para chegar em casa era mar. Temos preocupação com ela, de conseguir curtir e voltar bem — destaca o filho.

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