‘Só quero viver sem dor’, desabafa Virginia Fonseca sobre as fortes dores de cabeça; entenda

Virginia Fonseca voltou a usar seus stories do Instagram para falar sobre as fortes dores de cabeça que vem sentindo. Nesta quarta-feira a influenciadora desabafou com seus seguidores:

“Só quero viver sem dor, conseguir dar risadas, conseguir conversar com as pessoas ao meu redor, conseguir brincar com as minhas filhas… Não sinto mais vontade de nada, só sinto dores e mais dores! Desculpa o desabafo, mas eu me sinto melhor conversando com vocês, por isso estou sempre por cá”, escreveu Virginia.

Essa não é a primeira vez que Virginia se queixa de fortes dores de cabeça. Em maio, quando ainda estava grávida de Maria Flor, a influencer chegou a ser internada para tratar as dores e, à época, teve diagnóstico de cefaleia refratária, ou seja, enxaqueca. Durante o período em que ficou no hospital, Virgínia tomou medicamentos para dor na veia, teve sessões de osteopatia e fez diversos exames, entre eles ressonância.

Desde que a influenciadora deu à luz Maria Flor no fim de outubro, Virgínia vem se queixando das dores. Na última terça-feira, depois de uma consulta, ela informou aos seguidores que recebeu um novo diagnóstico: "Doutora falou que pode ser cefaleia tensional".

— Tem momentos que estou de boas, mas não que eu esteja de boa 100%, mas tem momentos que eu fico melhor, que eu não sinto tantas dores, e tem horas que as dores vem que eu acho que vai acabar o mundo — explicou e acrescentou que já está em tratamento:

— Eu já estou fazendo tratamento. O médico disse que minha situação está caótica. Vou precisar de um tempo pra ficar melhor— pontuou.

De acordo com pesquisa publicada pela Global Health Metrics, em 2019, os transtornos causados pelas dores de cabeça ocupam a quinta posição no ranking das doenças que mais afetam a população mundial de 25 a 49 anos. Diferentemente do que acontece com a cefaleia, a enxaqueca é uma doença crônica, ou seja, não existe uma cura. O que é possível é aliviar a intensidade e a frequência dos sintomas e das crises, e isso pode ser feito através de tratamentos preventivos.

— A dor da enxaqueca tem uma característica mais latejante, e é predominantemente unilateral e alternante. Ou seja, em um episódio de crise, a dor pode acometer o lado direito da cabeça e depois o lado esquerdo. Também vem acompanhada de náuseas, vômito e sensibilidade à luz, sons e até cheiros fortes — conta a neurologista Thais Oliveira Ferreira ao Globo.

A médica explica que, por ser uma doença com alto potencial incapacitante, quem sofre com enxaqueca não apresenta condições de realizar outras atividades, como estudar ou trabalhar, durante as crises. Para minimizar a intensidade da dor, recomenda-se o repouso em um ambiente escuro e silencioso. Alguns analgésicos específicos para o tratamento da doença podem ajudar, mas os remédios comuns não costumam ter uma resposta positiva. Ela ainda alerta para o uso excessivo dos medicamentos para controlar a dor, que pode ter um efeito reverso e piorar os episódios.