S&P reduz nota da dívida argentina

A agência de classificação financeira S&P reduziu nesta terça-feira a nota da dívida argentina de B+ para B, em consequência da crise econômica, que dificulta a aplicação do plano de ajuste orçamentário do governo

A agência de classificação financeira S&P reduziu nesta terça-feira a nota da dívida argentina de B+ para B, em consequência da crise econômica, que dificulta a aplicação do plano de ajuste orçamentário do governo.

A perspectiva da nota é estável, informou a agência em um comunicado.

"Esta redução reflete a erosão da trajetória do crescimento, a dinâmica da inflação e a trajetória da dívida, após as dificuldades para colocar em prática o exigente programa de ajuste econômico", indicou a S&P.

A Argentina enfrenta uma recessão que deve prosseguir em 2019, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo tenta aplicar medidas de austeridade em troca da ajuda da instituição.

A atividade deve registrar contração de 2,6% em 2018, segundo o FMI.

A crise monetária de agosto e setembro acelerou o aumento dos preços e, desde janeiro, o peso registrou desvalorização de 50% em relação ao dólar, estimulando a inflação.

Em troca do programa de ajuda do FMI, Buenos Aires se comprometeu a reduzir a zero o déficit primário (que não inclui o pagamento da dívida).

"As recentes mudanças orçamentárias e monetárias ajudaram na estabilização dos mercados financeiros", aponta a S&P.

"No entanto, o impacto da aplicação irregular da estratégia econômica nos levou a reduzir a nota e as previsões de crescimento e inflação para os próximos dois anos", completou a agência.

A S&P prevê uma contração da atividade de 2,5% este ano e de 1% no próximo ano.

Diante da crise econômica, o governo conservador de Mauricio Macri pediu ao FMI um empréstimo de 57 bilhões de dólares para estabilizar a terceira maior economia da América Latina.