'Saí do ônibus tremendo', diz atleta de vôlei após acidente com caminhonete em SC

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RIO - Atletas da equipe amadora de vôlei do Curitibanos retornavam de viagem na noite deste domingo após disputarem um quadrangular no município catarinense vizinho Lages, a cerca de 90 km, quando uma caminhonete em alta velocidade se chocou com o micro-ônibus que os transportava. Sem controle, o veículo invadiu a pista contrária e rodopiou antes da colisão frontal na BR-282. O acidente deixou três mortos, todos ocupantes do carro.

No momento do impacto, os jogadores, a maioria com idade entre 17 e 22 anos, conversavam sobre suas partidas. Eles haviam saído por volta de 11h30 de Curitibanos para participarem de um torneio em Lages. Após jantarem na cidade, pegaram a estrada de volta. Pouco depois da saída do município catarinense, por volta de 20h40, ocorreu a colisão.

— Estava todo mundo meio deitado, querendo dormir, quando a moça da caminhonente perdeu o controle e invadiu a nossa pista. Nosso motorista tentou frear, segurou o máximo que pôde, mas não conseguiu evitar. A gravidade do acidente foi mais pela velocidade da caminhonete. Conseguiu jogar até o ônibus para trás — relatou Mateus dos Santos, de 22 anos, ao GLOBO.

Há seis anos na equipe do Curitibanos, Mateus quebrou um dente com o impacto da batida. Na hora, o sangue escorria e seu corpo tremia pelo susto. Além dele, um outro atleta sofreu uma fratura na mandíbula, e o motorista fraturou as costelas. Os demais tiveram ferimentos leves. Ao todo, havia 11 pessoas no micro-ônibus.

— Eu bati a boca no banco da frente, cortei o lábio e quebrei um dente. Saiu bastante sangue, não conseguia lavar na hora porque doía bastante. Foi um choque. Saí do ônibuis tremendo. Nosso professor estava na frente, desceu primeiro e disse que estava vazando algo. Por isso mandou a gente descer. Aí bateu um nervosismo — disse.

Ainda em choque, os atletas desceram do veículo imediatamente devido ao risco de pegar fogo após um vazamento de óleo. Foram todos para o acostamento, onde aguardaram o Corpo de Bombeiros, que socorreu primeiro os ocupantes da caminhonete. Ao menos, uma criança foi retirada pelo vidro antes de o resgate chegar.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a motorista de 31 anos, um homem de 29 e uma criança morreram no local. Outros três passageiros tiveram lesões graves.

— Começou a vazar óleo do ônibus e o outro carro tinha risco de pegar fogo. Então todo mundo saiu, foi para o acostamento rápido. Mas logo vários carros se mobilizaram, e as pessoas vieram ajudar — contou Renan Caus, de 17 anos, que também estava no micro-ônibus.

Em razão de sua altura, Renan relata que conseguiu ver o momento do acidente. Junto aos demais atletas, ele estava sentado na parte traseira do ônibus, conversando sobre o quadrangular que haviam acabado de jogar, quando presenciou a colisão.

— Estava todo mundo acordado, tranquilo, conversando sobre os jogos. E foi um choque. Como sou alto, vi que o carro vinha bem rápido e se perdeu na pista. Começou a rodar e bateu no nosso ônibus — relatou.

A equipe de vôlei aguardou no local por cerca de 2h até todos serem atendidos e retornarem a Curitibanos. A empresa responsável pelo micro-ônibus enviou outro veículo ao local para buscar a equipe. A maioria foi até o hospital do município, mas foi liberada pouco depois.

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