Saúde de Bolsonaro rende publicações de apoio, teorias da conspiração e memes

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A saúde do presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ser tema de publicações em redes sociais depois que o chefe do Executivo interrompeu as férias em Santa Catarina para ser internado no Hospital Nova Star, em São Paulo, devido a dores abdominais. O termo “Força Presidente” chegou aos trending topics do Twitter, assim como “Melhoras Presidente” e “Força Capitão”, que também demonstram apoio à recuperação do mandatário. Porém, termos que remetem a teorias conspiratórias sobre o episódio da facada de 2018, além de memes, também foram compartilhados nas redes e se tornaram alguns dos mais comentados sobre o assunto.

A expressão “Fakeada”, utilizada por opositores de Bolsonaro que questionam a veracidade do atentado a faca sofrido pelo presidente durante a campanha eleitoral de 2018, é uma das teorias da conspiração que chegaram aos trending topics. “A fakeada foi só para disfarçar e criar um mártir”, escreveu uma usuária no Twitter.

Outra teoria conspiratória, propagada por apoiadores do presidente nas redes, alegam que o crime teria um mandante, e que seria um atentado por parte de partidos de esquerda. “É inacreditável que até hoje não saibamos (quem) mandou matar o Presidente!”, escreveu uma usuária.

Alguns políticos, como o filho do presidente e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), fazem coro à teoria. O parlamentar escreveu, em sua conta no Twitter, que “crer que a facada de antigo filiado do PSOL foi um fato isolado não é inocência” e que “é tudo tão claro e a história sempre mostrou isso”. Também na rede social, o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP) afirmou que “a proteção dada ao Adélio Bispo é incrível e revoltante” e que “todos os envolvidos nessa trama são cúmplices”.

No entanto, as duas narrativas são rebatidas pela conclusão de dois inquéritos abertos pela Polícia Federal para apurar o caso. As investigações não encontraram indícios de armação, e apontaram Adélio Bispo, preso em flagrante, como autor do crime. Além disso, afirmaram que Adélio "agiu sozinho, por iniciativa própria, tendo sido o responsável pelo planejamento da ação criminosa e por sua execução, não contando, a qualquer tempo, com o apoio de terceiros".

O estado de saúde do chefe do Executivo também se tornou alvo de memes nas redes. O termo “Atestado” chegou aos trending topics no Twitter com usuários alegando que a internação de Bolsonaro seria para liberar o mandatário do trabalho no primeiro dia útil do ano. “E o presidente, que terminou as férias e já meteu atestado!? Golpe mais comum pós réveillon e carnaval. Cai quem quer”, brincou um usuário.

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