Saúde estadual perdeu mais de 1.400 servidores em dois anos, aponta associação

Camilla Pontes
O Hospital Getúlio Vargas faz parte da rede estadual de Saúde

Mais de 1.400 servidores da Saúde estadual do Rio deixaram seus cargos desde 2018, em decorrência de exonerações a pedido, aposentadorias e falecimentos. Foi o que apontou o estudo da Associação dos Servidores da Vigilância Sanitária do Estado do Rio (Assevirsa/RJ), com base no Caderno de Recursos Humanos do estado.

De acordo com o estudo, em abril de 2018, a folha total da Saúde custava em torno de R$ 44,4 milhões. Já em janeiro de 2020, o montante reduziu para R$ 41,7 milhões. Um economia mensal de R$ 2,7 milhões.

Para a Asservisa, esse valor poderia ser uma medida financeira compensatória para o governo efetivar o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da Saúde. A entidade afirma que os baixos salários e a falta da efetivação do plano de cargos desmotiva o servidor a atuar em sua função.

"Em tempos de diversas e simultâneas emergências sanitárias, os governos insistem em retardar a providência necessária para manter os quadros técnicos especializados da Saúde estadual. A folha da pagamentos com essa dramática redução de pessoal, antes estagnada, agora começa a reduzir de valor mês a mês. Urge uma solução negociada", comentou a associação.

Questionada, a Secretaria estadual de Saúde não explicou o que tem feito para suprir o déficit de servidores estatutários e informou, por meio de nota, que desde o início da gestão vem adotando "uma política de portas abertas com sindicatos e associações, além de participar de audiências sobre o tema, dando os encaminhamentos necessários". No entanto, a pasta reforçou que aguarda o desfecho da ação judicial, que está no Supremo Tribunal Federal (STF).

A lei do PCCS da Saúde foi questionada no ano passado pelo governo do estado e está nas mãos da relatora, a ministra Rosa Weber.

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