Saúde de líder palestino em greve de fome piora 'perigosamente', diz ONG

Manifestantes carregam bandeiras com retrato do líder palestino Marwan Barghouti em Ramallah, em 17 de abril de 2017

O estado de saúde do líder palestino, Marwan Barghuthi, se deteriorou perigosamente, anunciou nesta segunda-feira à AFP uma ONG palestina, no oitavo dia de uma greve de fome que também é seguida por mais de mil detidos palestinos.

Desde o início da greve, em 17 de abril, os responsáveis e observadores palestinos advertem que pode ocorrer uma "explosão" em caso de deterioração do estado de um dos líderes do movimento, assim como o risco de uma nova Intifada (revolta contra a ocupação israelense).

Marwan Barghuthi, de 57 anos, figura da segunda Intifada e condenado por Israel a várias prisões perpétuas, "recusa qualquer tratamento", indicou Amani Sarahneh, porta-voz do Clube dos presos, uma ONG que se encarrega nos Territórios ocupados do tema dos 6.500 palestinos atualmente detidos por Israel.

Por sua vez, um porta-voz da administração penitenciária israelense afirmou "que não foi constatada nenhuma degradação de seu estado de saúde" até agora. "Se Barghuthi se sente mal, só tem que se alimentar", disse à AFP.

Os presos palestinos, organizados por Barghuthi, iniciaram uma greve de fome para protestar pelas condições de detenção e pedir um melhor atendimento de saúde e acesso às comunicações telefônicas.

Barghuthi é o grande rival do presidente Mahmud Abbas dentro do partido Al Fatah e frequentemente é líder nas pesquisas sobre uma hipotética eleição presidencial palestina.

O líder palestino cumpre cinco penas de prisão perpétua por sangrentos atentados cometidos durante a segunda Intifada (2000-2005).