Saara Ocidental tem novos tiroteios, diz ONU

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Foto divulgada em 13 de novembro de 2020 na página do Facebook do exército marroquino que mostra membros da Frente Polisário abandonando seu acampamento em Guerguerat, no Saara Ocidental
Foto divulgada em 13 de novembro de 2020 na página do Facebook do exército marroquino que mostra membros da Frente Polisário abandonando seu acampamento em Guerguerat, no Saara Ocidental

Novas trocas de tiros entre o Marrocos e o movimento pró-independência Frente Polisário eclodiram no Saara Ocidental durante a noite de segunda para terça-feira (17), de acordo com o principal porta-voz das Nações Unidas, que não deu, porém, detalhes sobre as vítimas.

A missão de paz no Saara (MINURSO) "continua a receber relatos de disparos durante a noite em vários lugares", disse Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU.

"Continuamos a insistir que as partes tomem todas as medidas necessárias para acalmar as tensões", frisou Dujarric, que também informou que o secretário-geral Antonio Guterres conversou com o rei marroquino Mohammed VI e outras partes envolvidas na questão.

O rei disse em um comunicado que o Marrocos está comprometido com um cessar-fogo, mas está "determinado a reagir, com a maior severidade e em legítima defesa, contra qualquer ameaça à sua segurança".

A situação segue muito tensa no Saara Ocidental após o anúncio na última sexta-feira da quebra do cessar-fogo de 1991 pelos separatistas saarauís, apoiados pela Argélia.

A crise estourou depois que o Marrocos lançou uma operação militar na sexta em uma zona tampão para reabrir uma rodovia importante na passagem da fronteira de Guerguerat entre o território em questão e a Mauritânia, não reconhecida pela Polisário.

O governo acusou a Frente Polisário de bloquear a rodovia, chave para o comércio com o resto da África.

Em sua nota diária publicada na terça-feira à noite, o Ministério da Defesa saarauí afirmou que os "combatentes (da Polisário) continuam seus ataques contra os refúgios do inimigo" desde a manhã do mesmo dia.

O movimento de independência afirmou ter causado "perdas humanas e materiais", sem dar maiores informações.

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