'Sabe quem tem esse linguajar? É marginal', diz presidente da CPI da Covid em reação a ameaças de filho de Bolsonaro

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BRASÍLIA - O presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM), reagiu à publicação em que Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, ameaça a CPI. Segundo Omar, Jair Renan usa o linguajar de um marginal. Na manhã de segunda-feira, o quarto filho do presidente da República publicou um vídeo em uma loja de armas de fogo. Na gravação, ele mostra uma gaveta cheia de armas, as chama de brinquedos e faz uma provocação à CPI da Covid. Na legenda do vídeo, ele escreveu : “Aloooo CPI kkkkk”.

— Sabe quem tem esse linguajar? É marginal. Marginal é que chama arma de fogo de brinquedo. É um marginal, não é um jovem — disse Omar durante a sessão da CPI.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) propôs que a comissão faça uma representação contra o filho do presidente na Procuradoria-Geral da República (PGR). O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sugeriu que Jair Renan, que não tem foro privilegiado, seja ouvido na delegacia de polícia mais próxima. O relator da CPi, Renan Calheiros (MDB-AL), também reagiu ao vídeo, que foi exibido na reunião da comissão.

— As ameaças de um fedelho como esse não intimidar a CPI — afirmou Renan.

O relator também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro mentiu do "começo ao fim" em seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Bolsonaro defendeu o tratamento precoce com remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19, criticou o passaporte sanitário e disse que o Brasil estava à beira do socialismo antes de assumir o governo.

O senador governista Marcos Rogério admitiu que o vídeo de Jair Renan foi "inapropriado" e defendeu que o caso seja enviado a autoridade competente para ser investigado. Marcos Rogério afirmou, no entanto, que o episódio não justifica a convocação do filho do presidente da República pela CPI.

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