‘Sabemos que vamos morrer de câncer’: a vida sob a poluição do ‘Chernobyl chileno’

Desde o início de junho, centenas de pessoas, a maioria delas crianças, foram intoxicadas nas cidades chilenas de Quintero e Puchuncaví. A causa: a poluição emitida pelas indústrias locais. O drama não é novidade: muitos casos de intoxicação já foram relatados nesta área, conhecida como Chernobyl chileno. Na sexta (17), a Codelco, uma das grandes empresas da região, anunciou que fechará sua fundição de cobre devido a um recente vazamento de gás.

Com informações de Chloé Lauvergnier, da France24

Entre os dias 6 e 8 de junho, foram registrados 105 casos de intoxicação nessa região a cerca de 140 km da capital chilena. As vítimas, a maioria delas crianças, apresentavam diversos sintomas: tontura, dor de cabeça, problemas respiratórios, ardor nos olhos, e náuseas.

A origem está em um pico de concentração de dióxido de enxofre no ar que aconteceu na manhã do dia 6 de junho. O evento provocou o fechamento das escolas por dias.

Uma semana mais tarde, novas intoxicações foram relatadas em Quintero. Cerca de 260 crianças foram admitidas no hospital no dia 15 de junho, segundo o prefeito. No dia seguinte, a imprensa local relatou outros 20 casos.

O problema é recorrente nesta área, com população de cerca de 50.000 habitantes. Em 2018, mais de 1.700 pessoas procuraram os serviços de saúde por intoxicação na região do parque industrial.

A região abriga usinas elétricas a carvão, refinarias de cobre e petróleo, e fábricas químicas. Os altos índices de poluição emitida por essas indústrias deu origem ao apelido de "Chernobyl chileno", dado pelo Greenpeace a esta que é uma das cinco "zonas de sacrifício" ambiental do Chile.

Vítimas infantis


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