Sabesp anuncia fim da crise hídrica em São Paulo e lucro recorde

FABRÍCIO LOBEL

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após anunciar o fim da crise hídrica que abateu o Estado de São Paulo e que havia deteriorado o caixa da Sabesp, a companhia paulista de saneamento divulgou nesta segunda-feira (27) que fechou o ano de 2016 com lucro recorde de quase R$ 2,9 bilhões. Em 2015, o lucro da empresa foi de R$ 563 milhões. O maior lucro anual da empresa havia sido em 2013, com R$ 1,9 bilhões.

A Sabesp teve ainda aumento de receita de 20% em 2016, na comparação com 2015.

Segundo regras da empresa, 75% do lucro será reinvestido em saneamento no Estado. Entre os desafios está aumentar o tratamento de esgoto que hoje dá conta apenas de 69% do volume produzido. As metas sobre o tema não tem sido atingidas pela empresa nos últimos anos.

Os números foram apresentados junto a uma carta do presidente da empresa, Jerson Kelman, que elogiou a superação da crise hídrica no Estado. "O ano de 2016 foi marcado pela superação da mais grave crise hídrica registrada na Região Metropolitana de São Paulo. Vivemos hoje um cenário de normalidade com a franca recuperação dos mananciais que atendem a metrópole", disse.

Segundo a Sabesp, ajudaram a compor o lucro da empresa os reajustes tarifários de 2015 e 2016 e a redução da concessão de bônus aos clientes que economizassem água (política vigente até abril de 2016).

O programa de concessão de bônus fez com que a empresa despendesse de R$ 187 milhões em 2016. Enquanto isso, a sobretaxa (que punia consumidores que aumentassem o consumo de água com contas mais altas) arrecadou R$ 225 milhões.

MAIS ÁGUA

Na comparação com 2015, o ano de 2016 foi de maior faturamento de água pela Sabesp, o que significa que a empresa vendeu 4% mais água. O aumento foi mais acentuado na categoria residencial e na região metropolitana de São Paulo. No total, a empresa produziu 9% mais de água em 2016 do que no ano anterior (nem toda água produzida é faturada pela empresa).

No setor operacional da empresa, o mau desempenho aparece no aumento do índice de perdas de água tratada, que ficou em 32%.