Sadr pede que apoiadores encerrem protestos em Bagdá após confrontos violentos

Protestos em Bagdá

Por John Davison

BAGDÁ (Reuters) - O poderoso clérigo iraquiano Moqtada al-Sadr ordenou a seus seguidores que encerrem protestos no centro de Bagdá nesta terça-feira e pediu desculpas aos iraquianos depois que 22 pessoas foram mortas em confrontos entre grupos muçulmanos xiitas rivais.

"Esta não é uma revolução porque perdeu seu caráter pacífico", disse Sadr. "O derramamento de sangue iraquiano é proibido."

Em um discurso televisionado às 13h, Sadr estabeleceu um prazo de uma hora para que seus apoiadores deixassem os protestos na fortificada Zona Verde no centro de Bagdá, onde ocupam o Parlamento há semanas.

Seu discurso ocorre um dia após a pior violência na capital iraquiana em anos - que segue um impasse político de 10 meses desde as eleições parlamentares de outubro - o que levou o vizinho Irã a fechar sua fronteira e suspender voos para o Iraque.

O prolongado impasse político, durante o qual dois campos têm competido pelo poder, deu ao país seu período mais longo sem governo e levou a novos distúrbios enquanto o Iraque luta para se recuperar de décadas de conflito.

Desta vez, os combates, nos quais os partidários de Sadr enfrentam grupos armados leais ao Irã, estão entre a maioria xiita que governa o Iraque desde a invasão dos Estados Unidos em 2003 que derrubou o ditador sunita Saddam Hussein.

"Existem milícias descontroladas, sim, mas isso não significa que o Movimento Sadrista também deva ser descontrolado", disse Sadr, antigo líder insurgente anti-EUA, em seu discurso.

((Tradução Redação São Paulo))

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