Saí do armário numa época em que se falava de 'câncer gay', diz advogado

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O que você vai encontrar nesta entrevista

  • O comportamento das empresas com relação a funcionários da comunidade LGBT

  • A importância da sigla ESG para os negócios atualmente

  • O novo papel das empresas na sociedade

Robert Juenemann é advogado e faz parte de conselhos em empresas como Petrobras e Eletrobras. Para ele, o mundo corporativo segue sendo muito machista e preconceituoso com quem faz parte da comunidade LGBT. Entretanto, o momento é de avanços. 

"Fiz minha vida profissional sem tratar dessa questão. Ainda hoje há quem nos chame de raça desgraçada", fala. Ele lembra que quando revelou ser gay, o período era conturbado. "Foi em 1989, período da explosão da Aids no Brasil. Éramos vistos como párias da sociedade e também transmissores do que na época era chamado de "câncer gay."

E por que ele se assumiu gay agora? "Meu propósito foi decorrente do meu companheiro ter passado muito por causa da covid e aí percebi a efemeridade da vida".

ESG

Para Robert, a sigla vai fazer uma mudança na mentalidade das empresas, principalmente na parte social e de governança. "A empresa deixou de ser uma estrutura apenas para atender os acionistas. Passou a ter uma função social".

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