Saiba como foi o mês de Ronaldinho Gaúcho na prisão no Paraguai

Ronaldinho ficou preso mais de um mês (Foto: Getty Images)

Acusados por envolvimento na produção e tráfico ilegal de passaportes, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Roberto Assis, estão detidos no Grupamento Especializado de Assunção, no Paraguai, há um mês. Eles aguardam julgamento e podem receber pena de até cinco anos de prisão. De lá para cá, a vida do ex-jogador mudou completamente.

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Tudo começou em 4 de março, quando Ronaldinho foi recebido no aeroporto internacional de Assunção com festa. Cerca de 2 mil crianças foram ao desembarque receber o ex-camisa 10 do Barcelona e da Seleção Brasileira, que foi recrutado pela empresária paraguaia Dalia López para ações da fundação Fraternidad Angelical.

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Naquela mesma noite, uma comitiva policial foi até o hotel onde Ronaldinho e o irmão, Roberto Assis, estavam hospedados para confiscar seus documentos e celulares. A acusação era de falsificações de documentos.

Em 5 de março, a dupla foi até a sede do Ministério Píbuco do Paraguai para depor por oito horas. O promotor responsável pelo caso, Federico Delfino, alegou que Ronaldinho e Assis "foram enganados em sua boa fé". Mas o caso foi repassado para a procuradora-geral do Estado, Sandra Quiñonez, que ordenou a prisão no Grupamento Especializado da Polícia.

No dia seguinte, Ronaldinho e Assis apareceram algemados diante do tribunal, onde a juíza Clara Ruiz Díaz manteve as prisões preventivas. No dia 10 de março, o juiz de apelação, Gustavo Amarilla, determinou que os irmãos Assis Moreira permanecessem presos alegando "perigo de fuga".

Desde então, Ronaldinho passou a conviver com situações que nunca antes havia enfrentado em sua vida.

Em 13 de março, o Tribunal de Apelação do Paraguai negou a apelação da defesa de Ronaldinho, que continuou detido na cadeia de segurança máxima. A decisão foi tomada pela mesa julgadora formada pelos magistrados Gustavo Santander, Gustavo Ocampo e Pedro Prefeito Martínez.

No dia 17 do mesmo mês, o ex-jogador aceitou participar de um torneio que é disputado na prisão e esbanjou o seu talento sobre os adversários. No entanto, precisou aceitar uma inusitada condição: não poder fazer gols, regra imposta para amenizar sua superioridade técnica. O título era um leitão.

Em 18 de março, a Polícia Paraguaia concluiu que a perícia dos celulares de Ronaldinho e Assis poderia demorar mais uma semana.

Dois dias depois, Ronaldinho completou 40 anos na prisão, mas sequer pode ganhar um churrasco que havia sido planejado pelos presos. Como o local não pode receber visitas devido a pandemia do coronavírus, os detentos não puderam organizar o festejo.

Em 31 de março, dois ex-policiais da Polícia Nacional do Paraguai, um preso por roubo e outro por assassinato, destronaram o Ronaldinho Gaúcho em um torneio de futevôlei dentro da Agrupación Especializada.

Em 3 de abril, Ronaldinho recebeu a ligação do ex-zagueiro Puyol foi um dos interessados em saber como estava o ex-companheiro de Barcelona, onde atuaram juntos de 2003 a 2008. Três dias depois, o ex-camisa 10 gravou um vídeo em que saúda a família de Pablo, outro preso.

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