Saiba como fugir de ciladas na Black Friday

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Descontos. Promoções. Preços baixos. A Black Friday é a oportunidade de pagar menos por aquele produto sonhado, aproveitar as ofertas e antecipar a compra dos presentes de natal ou, ainda, pagar menos pelos produtos usuais e já conhecidos.

Contudo, é preciso saber como aproveitar as melhores ofertas sem cair em fraudes, como sites falsos ou lojas que aumentam os preços na véspera para depois anunciar uma promoção maquiada.

Lição de casa

Sonia Amaro, advogada e porta-voz da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, diz que a pesquisa de preços é fundamental: “É importante observar os valores em diversas lojas com antecedência, ou seja, bem antes da Black Friday, para ter uma noção da média praticada pelo mercado”.

“O consumidor também pode se valer de sites comparativos de produtos que permitem verificar os preços por períodos maiores de tempo e, assim, perceber se a promoção é de fato uma promoção ou apenas uma maquiagem”, afirma Christian Printes, advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

Printes recomenda que o cliente faça um planejamento, com os produtos que deseja comprar, quanto pretende gastar e o meio de pagamento que irá utilizar. “Não compre apenas porque está barato. Avalie se o produto atenderá às suas necessidades, saiba mais sobre o fabricante e a qualidade da mercadoria”, diz.

Ricardo Bove, diretor geral do portal blackfriday.com.br, idealizador do evento no Brasil, aconselha que o internauta se cadastre no site ou deixe o perfil atualizado em suas lojas virtuais de preferência para receber as ofertas em primeira mão.

Será que é cilada?

Entretanto, depois de encontrar a melhor promoção, é necessário saber a idoneidade do lugar de compra. “Verifique se há reclamações nos órgãos de proteção ao consumidor e sites de reclamações. Em caso positivo, leia os motivo das queixas e veja se foram ou não atendidas pela empresa”, diz Sonia.

Printes acrescenta que também é preciso observar se a empresa atende às regras do Decreto de Comércio Eletrônico, com dados de endereço físico, telefone para contato, nome e número de CNPJ, além de serviço de atendimento ao cliente.

“Outras formas de se ter um pouco mais de segurança são verificar se há política de privacidade, termos de uso do site e se o ambiente de compra é certificado por selos de segurança para proteção dos dados pessoais, seja pelo cadeado ao lado do link do navegador ou pela sigla https”, afirma Printes.

 

Após encontrar uma boa oferta e verificar que a empresa é confiável, há mais alguns passos. “É recomendável imprimir ou tirar print das páginas com a oferta do produto, características e manual de garantia. E não se esqueça de se certificar sobre o prazo de entrega”, fala Printes.

A voz do povo

Bove ressalta que é importante se atentar aos produtos que fazem parte da ação: “Nem tudo nos sites terá descontos, mas é preciso haver uma clara comunicação da empresa sobre o que integra a Black Friday ou não”.

Todavia, o consumidor pode se defender se perceber que a loja aumentou o preço na véspera para promover uma falsa promoção. “O melhor a fazer é tentar obter material, como print da tela, folheto ou prospecto onde conste o valor que era praticado e, com base nessas informações, registrar uma reclamação ao fornecedor. Caso não haja acordo, deve recorrer a um órgão de proteção ao consumidor”, diz Sonia.  O Procon e o site consumidor.gov.br são opções.

“O internauta não somente pode, como deve notificar os órgãos responsáveis e formalizar uma reclamação nos sites de monitoramento de reputação. Essas ferramentas funcionam e as manifestações dos clientes são fundamentais para cada vez mais termos uma Black Friday melhor”, finaliza Bove.

Por Andréia Félix