Saiba como será a distribuição e aplicação das vacinas em São Paulo

João Conrado Kneipp
·4 minuto de leitura
Nurse Arzu Yildirim poses for the photographer as she holds a CoronaVac vaccine, made by Sinovac, currently on phase III clinical trials at Acibadem Hospital in Istanbul, Monday, Dec. 21, 2020. Turkey has ordered 50 million doses of the vaccine and Health Minister Fahrettin Koca said last week that the first batch was expected to arrive within days and vaccination could start at the end of December or early January.Some 12,500 volunteers are taking part in Phase 3 trials of the vaccine across Turkey but the full vaccination programme is expected to start before the trial is completed. (AP Photo/Emrah Gurel)
O governado de São Paulo manteve a data de início da vacinação no estado para o próximo dia 25. (Foto: AP Photo/Emrah Gurel)

São Paulo detalhou, nesta segunda-feira (11), como funcionará a logística de distribuição e aplicação das vacinas contra Covid-19 em seu plano estadual de imunização.

O governador João Doria (PSDB) manteve a data de início da vacinação no estado para o próximo dia 25, e reiterou que até agora o governo federal não definiu uma data para o programa nacional.

Doria destacou que a data de início só será modificada e antecipada caso a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conceda, antes do dia 25, a autorização de uso emergencial à CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

“O Programa Estadual de Imunização está mantido, afinal, não conhecemos todos os detalhes do PNI (Plano Nacional de Imunização). Nem nós, nem ninguém. Conhecemos o esboço, os detalhes, não. (...) Em São Paulo, começaremos a vacinar dia 25. Se for possível com respaldo a Anvisa, começaremos antes, e tomara que o Brasil comece antes”.

O cronograma inicialmente divulgado prevê a 1ª fase entre 25 de janeiro de 2021 a 28 de março de 2021, totalizando 9 semanas. Haverá uma escala por faixa etária, iniciando pelos trabalhadores da saúde, quilombolas e indígenas. Depois, avançando primeiro nos mais idosos.

COMO VAI FUNCIONAR A LOGÍSTICA DA VACINAÇÃO EM SÃO PAULO

Distribuição e Logística

Até agora, o Butantan já possui 10,8 milhões de doses da CoronaVac prontas e à disposição. As doses produzidas no Instituto Butantan sairão semanalmente até um Centro de Distribuição Logística. De lá, elas chegarão a população até as salas de vacinação de duas maneiras:

  • Aos 200 municípios com mais de 300 mil habitantes, as cargas chegarão diretamente do Centro de Logística

  • Para as demais 445 cidades, as vacinas serão redistribuídas para 25 Centros de Distribuição Regionais e os próprios municípios farão as retiradas semanais

A média prevista é do envio de 2 milhões de doses por semana

Postos de Vacinação

Os postos de vacinação existentes totalizam 5,2 mil, mas poderão ser ampliados para até 10 mil postos utilizando escolas, quartéis da Polícia Militar, estações de trem, terminais de ônibus, farmácias e sistema drive-thru.

Datas e Grupos Prioritários

Público-alvo

Primeira dose

Segunda dose

Trabalhadores da saúde, indígenas e quilombolas

25 de janeiro

15 de fevereiro

75 anos ou mais

08 de fevereiro

1° de março

70 a 74 anos

15 de fevereiro

08 de março

65 a 69 anos

22 de fevereiro

15 de março

60 a 64 anos

1° de março

22 de março

Horários

  • De segunda a sexta-feira, das 8h às 22h;

  • Sábados, domingos e feriados: das 8h às 18h;

Os horários podem ser alterados conforme a necessidade, segundo o governo

Armazenamento

5,2 mil câmaras de refrigeração nos 25 GVE (Grupos de Vigilância Epidemiológica Regional)

Possibilidade de locação de 25 geradores extras, um para cada GVE

Agulhas e Seringas

75 milhões de seringas e agulhas disponíveis

  • 20 milhões já distribuídas na rede estadual, montando um estoque estratégico

  • 50 milhões ainda serão entregues mensalmente até agosto

Recursos Humanos

25 mil policiais farão a escolta das vacinas e segurança dos locais de vacinação

52 mil profissionais de saúde serão responsáveis por:

  • Preparo e organização das salas de vacinação;

  • Aplicação da vacina e registro em sistema;

  • Navegação e funcionalidade da plataforma de cadastro de vacinação;

  • Preenchimento das fichas para notificação de farmacovigilância;

Transporte e Segurança

70 caminhões refrigerados farão as rotas semanais com monitoramento de temperatura dos lotes, rastreamento por radiofrequência, equipe de apoio da PM, e auditoria independente sobre volume da carga movimentada

Os deslocamentos das vacinas do Instituto Butantan até o Centro de Distribuição Logística serão acompanhados por agentes da Força Tática da PM e da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas)

Nas demais rotas até os municípios, o policiamento será feito por policias da Polícia de Choque

Guarda Montada será colocada no Centro de Distribuição Logística e no próprio Butantan

Os comandos regionais da PM manterão ainda uma articulação com as Guardas Municipais

DISTRIBUIÇÃO CUSTARÁ R$ 100 MILHÕES, PREVÊ SÃO PAULO

A previsão do governo passada em dezembro do ano passado é que essa logística para distribuição das doses na primeira fase custe em torno de R$ 100 milhões. O valor, no entanto, não inclui as seringas, agulhas necessárias.

De acordo com o governo, cada município deverá elaborar um "plano de recebimento e armazenamento" da vacina.