Renato faz controle de carga em tempo real no Flamengo para lidar com lesões e maratona

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A preocupação do técnico Renato Gaúcho com as lesões e a maratona de jogos no Flamengo vem desde a sua chegada ao clube. De uns tempos para cá, o treinador aperfeiçoou um trabalho de controle de carga que supervisiona de perto, ainda no campo de treino, e tem rendido bons números no desempenho físico dos jogadores nos jogos, mesmo com um número de baixas elevado. Nesta terça-feira, a equipe enfrenta o Athletico-PR, pelo Brasileiro, com sete desfalques, seis destes atletas em recuperação: Arrascaeta, Filipe Luís, Rodrigo Caio, Diego, David Luiz e Pedro.

Para tentar evitar tal cenário, um dos preparadores físicos fica no campo com os dados do GPS de todos os atletas, monitorando a carga. E o auxiliar de Renato, Alexandre Mendes, recebe essas informações e repassa ao treinador. Renato, então, sempre pede um complemento, na academia ou no campo, após as atividades.

Como um mantra, o técnico repete quase diariamente ao elenco: “treine forte pra jogar forte.” A preocupação com a parte física já o levou a se reunir várias vezes com a comissão técnica para pedir outros tipos de feedback constantes. A postura e o trabalho são semelhantes ao que Jorge Jesus fazia, mas o português não acompanhava tão de perto por ter uma comissão numerosa.

Não à toa, desde que Renato assumiu o Flamengo, todos os atletas atingiram seus melhores índices físicos em jogos oficiais em 2021. Somente contra o Atlético-MG, Willian Arão, Bruno Henrique, Ramon, Léo Pereira e Andreas melhoraram marcas individuais.

No total, desde 12 de julho, o Desar constatou que 14 atletas atingiram suas melhores marcas em distâncias percorridas em jogos; 19, em distância em alta intensidade, cima de 20 Km/h; 20, em velocidade máxima; e 17 em esforços de explosão.

O clube entende que o efeito é positivo a partir da a exigência do treinador e seu auxiliar, Alexandre Mendes, na cobrança por intensidade e ações rápidas nas sessões de treinamento e durante as partidas. E que não é isso que tem gerado lesões, pelo contrário. Tem evitado uma situação ainda pior.

Nesse sentido que Renato pontuou não ter críticas ao departamento médico na última entrevista coletiva. Pois há números expressivos a essa altura da temporada, mesmo com tantos jogos seguidos, e eles são consequência do trabalho do técnico com o Departamento de Saúde e Alto Rendimento (Desar). No entanto, a preocupação está quando o atleta faz a transição para a parte física.

Gerenciado por Márcio Tannure, o setor tem sido alvo de muitas críticas. Assim como a preparação física comandada por Alexandre Sanz. Antes de Renato chegar, já ocorriam reuniões em que são definidas as atividades da academia e do campo e as respectivas cargas com estes profissionais. Agora, elas são acompanhadas ainda mais de perto.

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