Saiba o que ainda falta explicar na morte do bicheiro Fernando Iggnácio

Vera Araújo
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Mais um policial militar pode estar por trás de um crime de grande repercussão no Rio. O cabo Rodrigo da Silva das Neves, de 32 anos, é suspeito de ser um dos autores da morte do bicheiro Fernando Iggnácio, atacado num heliporto no Recreio há duas semanas. Assim como nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em que um ex-PM e um PM reformado são acusados de serem os executores, a Polícia Civil ainda não chegou ao mandante do homicídio do contraventor.

A Delegacia de Homicídios da Capital encontrou no apartamento da companheira de Neves, em Campo Grande, a 40 quilômetros do local do crime, quatro armas. Pelo menos duas delas — um FAL 7,62 e um AK-47 — foram usadas na emboscada ao bicheiro. Antes mesmo da comprovação feita por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, os agentes já desconfiavam do armamento que estava coberto com vegetação semelhante à encontrada no terreno de onde foram feitos os disparos contra Iggnácio.

Não está descartada a hipótese de uma das armas do crime, o FAL, ter sido desviada da Polícia Militar. Esse tipo de fuzil também é empregado pela Brigada Paraquedista do Exército. A polícia tenta descobrir se o armamento foi usado em outros assassinatos. Confira a seguir os principais pontos da investigação que ainda precisam ser esclarecidos:

A Polícia Civil ainda não chegou aos nomes dos outros três. Sabe que quatro homens participaram do ataque a Fernando Iggnácio. Um deles teria ficado ao volante, e os outros teriam ido até o terreno de onde foram feitos os disparos.

Os agentes não esclareceram isso. Sabe-se apenas que as armas usadas no crime foram achadas no apartamento de uma mulher que seria companheira de Neves.

A polícia diz que não há “indicativos” de que o grupo esteja envolvido no crime e que Neves não integraria o bando. O grupo chegou a ser investigado nas mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 2018. Um ex-PM e um PM reformado estão presos pelo ataque à vereadora e ao motorista.

A polícia diz que ainda não chegou a esta informação.

É possível, mas a numeração está raspada e será preciso usar um produto para tentar recuperar a “digital” da arma.

A polícia informou que era um costume da vítima. Sabe-se, no entanto, que a escolta dele era feita por policiais.