Saiba o que foi destaque no Rio na manhã desta quarta-feira

O Globo
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RIO — Uma liminar expedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitiu que o ex-secretário estadual de Saúde Edmar Santos seja interrogado em sigilo nesta quarta-feira pelo Tribunal Especial Misto (TEM), no processo de impeachment do governador afastado Wilson Witzel. Preso em julho do ano passado por desvios na saúde estadual, Edmar foi solto em agosto após fazer uma delação premiada que desencadeou na operação contra corrupção dentro do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Presente à sessão, Witzel disse que destituiu seus advogados de defesa e que está "exaurido emocionalmente e financeiramente”. Leia abaixo, os outros destaques no Rio nesta quarta-feira:

Mais que geosmina

O tratamento usado pela Cedae para supostamente combater a poluição do Rio Guandu não apenas não funcionou, como ainda lançou um novo poluente — o lantânio, um metal tóxico pesado — na água consumida por nove milhões de pessoas do Grande Rio, alertam cientistas. Segundo dados da própria Cedae, 190 toneladas de Phoslock, uma espécie de argila modificada que contém o lantânio, foram lançadas na lagoa do Guandu desde janeiro do ano passado, quando ocorreu a primeira crise da geosmina. O lantânio é um metal extremamente tóxico. Estudos internacionais o relacionam a problemas no fígado, malformações congênitas no lábio e no palato e danos à fertilidade.

Plano de recuperação

O prefeito Eduardo Paes anunciou, nesta quarta-feira, que o VLT deve ser estendido até o terreno do Gasômetro, na Zona Portuária do Rio, com o objetivo de integrar o sistema ao BRT Transbrasil. A medida faz parte do plano de recuperação do sistema, que será licitado. A obra da Transbrasil foi novamente adiada, mas a previsão de conclusão permanece 2022.

Caso Henry

Três porta-retratos com fotos da professora Monique Medeiros da Costa e Silva e do seu namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), foram encontrados por agentes da Polícia Civil do Rio desmontados no chão do quarto de empregada do apartamento 203, do bloco 1, do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, na Zona Oeste do Rio. No quarto do casal, havia outras três imagens deles com o filho dela, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, que morreu na madrugada do dia 8 de março. Peritos suspeitam de que as fotos do casal foram trocadas por imagens de Henry após a morte do menino.