Saiba o que foi destaque na manhã desta terça-feira no Rio

O Globo
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RIO — Pelos menos dez municípios fluminenses comunicaram informalmente à Secretaria estadual de Saúde (SES) que não têm mais estoque para aplicar a segunda dose da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Procurada pelo GLOBO, a pasta não informou quais municípios fazem parte dessa lista.

Cinco pessoas morreram e dez ficaram feridas em tiroteios ocorridos entre a noite de segunda-feira e a manhã desta terça em comunidades do Rio.

Ja as investigações da 100ª DP (Porto Real) revelam a rotina de fome, castigos e surras enfrentada pela pequena Ketelen Vitória Oliveira da Rocha, de 6 anos, que morreu no último sábado em um hospital de Resende, no Sul Fluminense.

Falta de CoronaVac suspende campanha

Mangaratiba, Maricá, Duque de Caxias e Nova Iguaçu não tinham mais o imunizante disponível em estoque nesta terça-feira. Em Volta Redonda, a prefeitura ainda está aplicando a CoronaVac, mas confirma que a demanda está sendo apenas parcialmente atendida e deve informar até o fim do dia se haverá imunizantes para a segunda dose na quarta-feira.

Mortos e feridos em tiroteios

Um dos confrontos registrados no Rio foi na Rua Barão de Petrópolis, no Rio Comprido, região central do Rio, e deixou sete baleados. Três deles morreram deles, incluindo Marcelo da Silva Guilherme, o Marcelinho dos Prazeres, apontado pela polícia como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, também na região central. O outro suspeito que também morreu no local, ainda de acordo com a PM, não foi identificado. O terceiro morto é Denis Francisco Paes, de 46 anos. De acordo com a família, ele era vigilante.

Castigos e comida estragada

A mãe da pequena Ketelen, Gilmara Oliveira de Farias, de 27 anos, e a namorada dela, Brena Luane Barbosa Nunes, de 25, confessaram à polícia que a vítima foi agredida pelo casal repetidamente no fim de semana anterior ao óbito na casa onde todas moravam, no bairro Jardim das Acácias, em Porto Real, cidade vizinha a Resende.

Entre os castigos enfrentados rotineiramente pela criança, segundo um dos depoimentos colhidos, estavam a obrigatoriedade de se alimentar com comida estragada e de comer pães mofados. A Policia Civil já descobriu que Ketelen começou a ser surrada, no dia 16, por ter bebido de uma caixa de leite que acabou caindo no chão. Segundo Rosângela Nunes, mãe de Brena, que também vivia na casa, a criança tomou o leite porque estava "desesperada de fome", já que se alimentava basicamente de café e farinha.