Saiba por que Maduro não virá mais para posse de Lula

País será representado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, o Parlamento venezuelano

Nicolás Maduro (Foto: YAMIL LAGE/POOL/AFP via Getty Images)
Nicolás Maduro (Foto: YAMIL LAGE/POOL/AFP via Getty Images)
  • Posse de Lula acontecerá na tarde deste domingo, dia 1º de janeiro;

  • Jair Bolsonaro chegou a liberar a entrada do presidente da Venezuela no Brasil;

  • Contudo, a Venezuela será representada na posse pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não virá mais para a cerimônia de posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acontece na tarde deste domingo (1º). A informação é da jornalista Julia Duailibi, da GloboNews.

Deste modo, o país será representado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional – o Parlamento venezuelano – e irmão da vice-presidente Delcy Rodríguez.

Ainda conforme informações da jornalista Julia Duailibi, a visita foi cancelada cancelada na noite de sábado (31). Seguranças de Maduro já estavam em Brasília e a equipe de Lula não foi informada do motivo.

De acordo com Jamil Chade, do portal UOL, o cancelamento da viagem de Maduro acontece por conta das sanções americanas impostas sobre qualquer empresa que mantenha relações comerciais com o governo venezuelano “colocaram um obstáculo extra para o desembarque” de Maduro. "Empresas que reabasteceriam o avião de Maduro para permitir que ele volte ao seu país podem ser punidas pelo governo americano", explica a reportagem.

N sexta-feira (30), Jair Bolsonaro (PL) liberou a vinda do presidente da Venezuela ao Brasil para participar da posse.

Bolsonaro publicou a liberação em portaria interministerial no DOU (Diário Oficial da União), revogando a portaria de 2019, que impedia a entrada de Maduro e seus assessores em território brasileiro.

Segundo informações do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a revogação do impedimento é assinada por Antonio Ramirez Lorenzo, ministro substituto da Justiça e Segurança Pública, e Carlos Alberto Franco França, atual ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro.

A portaria interministerial de 2019 era assinada por Sergio Moro, então ministro da Justiça, e Ernesto Araújo, então chefe do Itamaraty.

A equipe de transição de Lula havia emitido um documento criticando a ação de Bolsonaro.

"Ao apostar no isolamento da Venezuela, o Brasil cometeu erro estratégico de transformar a América do Sul em palco da disputa geopolítica entre EUA, Rússia e China. De catalisador de processos de integração, o país passou a ser fator de instabilidade regional."