Saiba quais são as estatais com salário de R$ 145 mil e vale alimentação maior que R$ 2 mil

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O Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais (Rebef), publicado nesta sexta-feira (21) pela Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados (SEDDM) do Ministério da Economia, revela que um funcionário da Petrobras — que não é diretor da empresa — recebe como salário mensal R$ 145.184. O documento ainda traz valores gastos com remunerações por outras 45 estatais controladas pela União.

Com 48.274 empregados, a Petrobras paga salário mínimo de R$ 1.541, fazendo com que a média das remunerações seja R$ R$ 25.164. A assistência alimentar é de R$ 1.254,48, além de R$ 192 em vale-refeição, totalizando R$ 1.446,48. A companhia ainda garante adicional de 100% de férias aos seus trabalhadores, quando a previsão legal é de 33,3%. Isso significa que, ao sair de férias, o funcionário recebe um salário extra.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por sua vez, tem o maior auxílio alimentação, pagando R$ 2.157,97 aos seus colaboradores. O valor é suficiente para comprar 3,23 cestas básicas na cidade do Rio de Janeiro, tomando como base os preços divulgados pela Dieese no mês de dezembro.

A estatal tem remuneração média de R$ 31.070, sendo que o salário mais alto pago é de R$ 76.790. Também chama a atenção que o BNDES chega a pagar R$ 1.261,65 por mês por cada dependente de até 17 anos e 11 meses para funcionários.

O maior provento médio, no entanto, é da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA): R$ 34 mil. A empresa possui apenas 57 funcionários, tem o maior salário em R$ 44.905 e oferece benefício de R$ 527,50 para alimentação.

Também entre as empresas com maiores salários médios aparece a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional. No grupo de estatais dependentes de aportes de recursos do Tesouro Nacional para fechar as contas, tem remuneração média de R$ 20.797,00. Além disso, o auxílio alimentação/refeição é pago 13 vezes ao ano, no valor de R$ 1.015,50.

O relatório traz dados apenas de benefícios de empregados. Ao todo, com os salários de 453,91 mil servidores federais de todas as estatais, a União gastou R$ 96,6 bilhões. Para bancar planos de saúde e previdência complementar, foram R$ 22,74 bilhões, e o custo com benefícios de saúde chegou a R$ 8,64 bilhões. Já as despesas de previdência passaram de R$ 14,10 bilhões. As remunerações consolidadas de diretores ainda vão ser divulgadas por meio de outro boletim.

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