Quais são os próximos passos após a prisão de Anderson Torres?

A expectativa é que ex-ministro de Jair Bolsonaro continuará detido no batalhão da PM em Brasília

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, espera decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para dar sequência às estratégias do caso.

Torres está preso no Batalhão de Aviação Operacional da Polícia Militar (Bavop) no Guará, em Brasília, após ter chegado das férias nos Estados Unidos, na manhã deste sábado.

Os advogados Rodrigo Roca, que foi secretário Nacional de Defesa do Consumidor durante o governo de Jair Bolsonaro, e o ex-senador Demóstenes Torres, que defendem Torres, ainda não tiveram acesso aos autos e também aguardam para saber quando Anderson Torres irá depor e se será transferido do batalhão.

Torres deve passar a noite no local. A previsão é que seu depoimento seja colhido a partir da próxima semana.

Os advogados pediram também acesso ao depoimento do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

Na segunda-feira haverá uma reunião da defesa para decidir que advogado ficará à frente do caso, responsável pela comunicação com a imprensa. Há a possibilidade que Demóstenes Torres seja escolhido para substituir Rodrigo Roca.

A princípio, a expectativa é que Torres continuará detido no batalhão da PM em Brasília.