Saiba quem são e de onde vêm os seguranças dos treinos da seleção no Catar

Na entrada do estádio Grand Hamad, que pertence ao Al Arabi Sports Club, uma placa que cita que há um quê de brasilidade no Catar com a presença da seleção brasileira não é a única lembrança do país. A alegria dos quenianos que prestam o serviço de segurança dentro e fora da área do campo fica escondida pelas orientações para o trabalho, mas apareceram quando a reportagem se deparou com um refeitório dos africanos. Ali, comiam sanduíches no horário de intervalo.

O grupo contratado para checar credenciais e controlar os acessos ao estádio se solta em conversas mais informais e sorrisos largos quando interage com outros africanos. Na beira do campo, entretanto, mantém o semblante mais fechado. Que esconde a grande paixão, o futebol.

"Somos grandes fãs do Brasil", contou um funcionário.

Outro queniano disse que a experiência do grupo de imigrantes tem sido incrível, embora não seja possível registrá-la. "Não podemos tirar foto nem falar com os jogadores", explica.

A restrição da organização da Copa do Mundo não impede de viver um momento sem igual.

"O jeito é guardar na memória".

Ao longo de toda a Copa do Mundo, os quenianos terão a convivência com a seleção brasileira no estádio que serve para treinamento. Alguns ficam do lado de fora do campo, outros na beira do gramado, a alguns metros de Neymar e companhia.

Assim como nos estádios brasileiros, a orientação é para que se virem para as arquibancadas e controlem a imprensa a não ultrapassar para áreas proibidas. Mas a todo momento se viram para o campo e observam os jogadores da seleção brasileira sabendo que precisarão simplesmente fechar os olhos no futuro e lembrar dias de sonho de crianças que amavam o futebol.