Saiba quem são os oito oligarcas russos mortos em circunstâncias suspeitas

Oito oligarcas russos morreram em circunstâncias misteriosas nos últimos meses. Em comum, quase todos os multimilionários mortos construíram suas fortunas nos setores de gás e petróleo da indústria russa, onde ocuparam posições no alto-escalão.

Suspeitas de que as mortes tenham sido forjadas ou tenham ligações com o Kremlin surgiram. Nenhum dos oligarcas era conhecido por ter críticas à invasão da Rússia na Ucrânia, nem estavam entre os nomes alvos de sanções internacionais.

Serguei Protosenya

Ex-vice-presidente da empresa de gás natural Novatek, Serguei Protosenya, de 55 anos, foi encontrado morto em sua mansão na Catalunha, na Espanha, ao lado dos corpos da sua mulher, Natalya, e filha, Maria. A suspeita da polícia espanhola é de que o homem tenha esfaqueado as duas e depois se enforcado no jardim da residência, em 19 de abril.

Segundo veículos de imprensa locais, o corpo do homem não tinha traços de sangue. Uma carta de suicídio também não foi encontrada pelas autoridades.

— Ele amava a minha mãe e principalmente Maria, a minha irmã. Ela era a sua princesa. Nunca faria nada para as prejudicar. Não sei o que aconteceu naquela noite, mas sei que não foi o meu pai que as assassinou. Ele não foi. — disse o filho de Serguei, Fedor Protosenya, de 22 anos, que estava na França quando o crime aconteceu.

Com uma fortuna estimada em US$ 440 milhões, Protosenya formou-se engenheiro em Moscou. Segundo jornais da Catalunha, a polícia encontrou no local seis carros das marcas BMW, Mercedes, Mustang e Audi, além de rolos de dinheiro com pelo menos 10 mil euros.

Vladislav Avayev

Menos de 24 horas depois da morte Protosenya e sua família, o também multimilionário Vladislav Avayev, de 51 anos, foi encontrado morto com sua mulher e a filha de 13 anos em um apartamento em Moscou. A morte é similar à de Protosenya: Avayev teria matado a família com uma pistola e depois cometido suicídio.

Treze armas teriam sido encontrados dentro do apartamento de luxo de Avayev, avaliado em 2,4 milhões de euros. O multimilionário havia sido vice-presidente do banco Gazprombank, um dos principais do país.

Leonid Schulman

Leonid Schulman, de 60 anos, ocupava o cargo de diretor da Gazprom e foi encontrado morto na banheira de sua casa, em São Petersburgo. Uma carta indicando suicídio estava próxima ao corpo.

A morte de Schulman foi a primeira ligada à Gazprom. Segundo a empresa, ele havia tirado uma licença para tratar problemas de saúde.

"Nosso colega, chefe do serviço de transporte, Leonid Aleksandrovich Shulman, faleceu. As circunstâncias estão sendo investigadas", disse a empresa, em comunicado.

Mikhail Watford

Nascido na Ucrânia, Mikhail Watford, de 66 anos, foi encontrado morto em sua residência de luxo, avaliada em 18 milhões de libras, no condado de Surrey, na Inglaterra. A polícia inglesa ainda não esclareceu as circunstâncias de sua morte, mas adiantou que não a considera suspeita.

Watford fez fortuna nas indústrias de gás e petróleo após a queda da União Soviética. Nascido Mikhail Tolstosheya, ele decidiu alterar seu sobrenome após se mudar para Inglaterra no início dos anos 2000.

Vasily Melnikov, Andrei Krukovsky e Alexander Tyulyakov

Dono de uma empresa do setor médico, Vasily Melnikov foi encontrado morto com sua família em uma casa em Novgorod. As circunstâncias da morte de Melnikov são similares a de outros russos na lista, e a polícia suspeita que ele tenha matado a mulher e os filhos.

Sua empresa, a 'Medstom', foi fundada em 2003 e trabalha fornecendo equipamentos e insumos para hospitais.

Também ligado à Gazprom, Alexander Tyulyakov, de 61 anos, foi encontrado enforcado nos arredores de São Petersburgo, no dia 25 de fevereiro. Seu corpo estava na garagem de um chalé.

A última morte suspeita foi de Andrei Krukovsky, um russo de 37 anos que trabalhava como diretor-geral do resort de ski de Krasnaya Polyana, gerido pela Gazprom. Ele teria caído de um penhasco na fortaleza de Aczipsinskoy, localizada na cidade de Sochi e não resistiu aos ferimentos.

Alexander Subbotin

O bilionário Alexander Subbotin, de 43 anos, foi encontrado morto na casa de um xamã neste fim de semana. A suspeita é de que o magnata tenha se intoxicado por veneno de sapo.

De acordo com a TASS, o bilionário supostamente foi para a casa do xamã Magua "em estado de intoxicação alcoólica grave e drogas no dia anterior" de sua morte. A morte teria ocorrido após uma sessão para curar ressaca.

Segundo a revista Newsweek, o xamã fez incisões na pele de Subbotin e pingou veneno de sapo. A justificativa para o procedimento, segundo a agência italiana Ansa, era o fortalecimento do sistema imunológico.

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