Salão do Automóvel de São Paulo é adiado para 2021 após desistência de marcas

O Globo*

RIO - O Salão do Automóvel de São Paulo, que aconteceria em novembro deste ano, foi adiado para 2021, informou a associação das montadoras, a Anfavea, nesta sexta-feira. A nova data para o próximo ano, no entanto, ainda não foi definida.

De acordo com o G1, a decisão foi tomada depois da desistência de mais de uma dúzia de marcas de participar do evento, como Chevrolet, líder do mercado brasileiro, Toyota e Hyundai. Este ano, o Salão do Automóvel completa 60 anos.

A maioria das montadoras que opta por deixar de participar de eventos tradicionais do setor alega que o custo-benefício não compensa e que preferem investir em "experiências" próprias junto aos clientes. Os salões de Frankfurt, Detroit e Paris, que estão entre os principais do calendário mundial, também têm sofrido com a debandada de marcas.

Neste ano, a epidemia do novo coronavírus fez com que o Salão de Genebra, na Suíça,fosse cancelado às vésperas, pelo risco de contágio existente em grandes aglomerações. O evento aconteceria agora em março.

Produção: queda de 20,8%

A Anfavea, associação que representa montadoras instaladas no país, informou também que a produção de veículos no Brasil teve queda de 20,8% em fevereiro, em comparação com igual mês de 2019.

De acordo com a entidade, o total de 204.197 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram produzidos no mês, ficando abaixo das 257.939 unidades do mesmo período de 2019. Em relação a janeiro deste ano, a produção de veículos no país subiu 6,5%, para 204,2 mil unidades.

Ainda de acordo com os dados da Anfavea, as vendas de veículos tiveram alta mensal de 3,9%, para 201 mil unidades. Ante o mesmo período do ano passado, o acréscimo foi de apenas 1,2%. Já as exportações de veículos no mês passado somaram 37,7 mil unidades, salto de 83,4% ante janeiro, mas queda de 7% ano a ano.

Apesar de ainda não ter afetado a indústria automotiva, o coronavírus é visto como um risco para a produção nos próximos meses.

(*) Com Reuters e G1