Salões de beleza entram na Justiça em busca de indenização por perdas sofridas na pandemia

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RIO - A Associação Brasileira de Salões de Beleza (ABSB), entidade que representa empresas do setor de beleza no país, decidiu entrar na Justiça em São Paulo para pedir indenização pelas perdas sofridas com as restrições de funcionamento durante a pandemia. O próximo passo é ingressar com ação no Rio.

A estratégia é entrar primeiro com ações civis públicas contra o governo do estado de São Paulo e mais 12 prefeituras no estado, incluindo a capital. Segundo a associação, o estado paulista concentra uma fatia importante do setor de beleza no país.

O próximo estado a ser alvo da ação civil pública será o Rio, além da capital. A associação também deve ingressar com ações no Rio Grande do Sul, bem como em outros estados e municípios ainda estudados.

O objetivo da medida é promover acordos e renegociações de dívidas tributárias, tanto aos estabelecimentos que precisaram encerrar as atividades quanto às empresas que permenecem em funcionamento, mas que acumularam dívidas.

— Mais de 30% dos negócios encerraram as atividades e temos mais de 50% dos negócios com dívidas consideráveis. E, durante o período em que os estabelecimentos ficaram fechados, não tivemos nenhuma contrapartida, benefício ou ajuda no sentido de amenizar o problema econômico causado pelo fechamento — diz José Augusto Santos, presidente da entidade.

Iniciativa ganha adesão de segmentos

A estratégia da ABSB é semelhante à iniciativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que há pouco mais de uma semana decidiu pedir indenização a prefeituras e estados por perdas sofridas com as medidas de restrição.

A entidade foi a primeira iniciar o movimento de ingressar com ações civis públicas, há pouco mais de uma semana. O movimento tem ganhado a adesão de outros segmentos, como shopings e confederação comercial, que também estudam entrar com pedido de reparação.

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