Salões de beleza sentem redução na frequência da clientela com inflação

·1 min de leitura
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 04.02.2022 - BELEZA - Natacha D'Alessandro, 40, cabeleireira, trabalhou nos últimos anos em salões na região do baixo Augusta, mas passou a atender em casa, no centro de São Paulo, durante a pandemia. Para muitas clientes, ser atendida pela profissional, que mora sozinha, é mais seguro do que ir até o salão, onde a circulação de pessoas é intensa. Na foto, Natacha D'Alessandro corta o cabelo de uma cliente em seu apartamento no centro de São Paulo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 04.02.2022 - BELEZA - Natacha D'Alessandro, 40, cabeleireira, trabalhou nos últimos anos em salões na região do baixo Augusta, mas passou a atender em casa, no centro de São Paulo, durante a pandemia. Para muitas clientes, ser atendida pela profissional, que mora sozinha, é mais seguro do que ir até o salão, onde a circulação de pessoas é intensa. Na foto, Natacha D'Alessandro corta o cabelo de uma cliente em seu apartamento no centro de São Paulo. (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois do choque da pandemia, que fechou os salões de beleza, o setor agora lamenta os efeitos da inflação, que já começa a espantar a clientela.

José Augusto Santos, presidente da ABSB (Associação Brasileira de Salões de Beleza), diz que os clientes reduziram a frequência ou migraram para estabelecimentos com preço mais baixo.

Além do aumento no aluguel e na energia elétrica, ele se queixa dos produtos como tintas e pós descolorantes, que são fabricados com matérias-primas importadas.

"Os salões não conseguem repassar esses custos para os consumidores. Alguns aumentaram os preços, mas repassaram somente uma parte disso para, justamente, tentar manter os clientes. É lei da oferta e da procura. Se você está com pouca demanda e precisa aumentar a venda, você acaba fazendo promoções ou segurando preços", diz Santos.

Segundo levantamento feito pela ABSB em março, mais de 40% em um grupo de 80 estabelecimentos ainda não conseguiram reajustar os preços em 2022. Naqueles que mudaram a tabela, os aumentos ficaram na casa de 8%, diz Santos.

Ele afirma que alguns salões ainda estão com um faturamento 35% inferior ao registrado em 2019, antes de a Covid chegar ao Brasil.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos