Sala de imprensa do Ministério da Economia é batizada com nome do jornalista Ribamar Oliveira

O jornalista Ribamar Oliveira, que morreu no ano passado, aos 67 anos, vítima de Covid-19, foi homenageado nesta quarta-feira. A sala de imprensa do Ministério da Economia, usada por jornalistas que cobrem assuntos relacionados à pasta e que por anos foi local de trabalho de Oliveira, foi batizada com o nome dele.

Riba, como era chamado pelos colegas, era colunista e repórter especial do jornal "Valor Econômico". A homenagem ocorre no dia em que se completa um ano da morte de Oliveira. Ele foi um dos mais respeitados jornalistas econômicos do país e o maior especialista em contas públicas no jornalismo brasileiro.

A sala passará a se chamar “Comitê de Imprensa jornalista Ribamar Oliveira".

— Gostaria de dizer muito obrigado por essa homenagem tão linda. Uma das coisas que deixava ele mais feliz era trabalhar — disse Lilian Oliveira, esposa de Ribamar.

A cerimônia contou com a presença de familiares de Oliveira, colegas de trabalho e dos ministros da Economia, Paulo Guedes; e de Minas e Energia, Adolfo Sachsida.

— Estou muito seguro de que justamente pessoas excepcionalmente talentosas, como era o Ribamar, fazem diferença no tempo — afirmou Guedes.

— O Riba sempre foi um de nós, sempre será um dos grandes de nós. Nada mais justo que o comitê de imprensa ter o nome dele — disse Fernando Exman, chefe de Redação do Valor em Brasília.

Jornalistas presentearam a família de Oliveira com uma fotografia tirada em um dia de trabalho no ministério. Na foto, Ribamar aponta para o ex-ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen, o primeiro que ele acompanhou como jornalista de economia.

Simonsen foi ministro da Fazenda no governo de Ernesto Geisel, de 1974 a 1979, durante a ditadura militar. Desde então, a pasta foi chefiada por outros 22 ministros.

Ganhador de vários prêmios, entre eles o Prêmio Esso de Economia pela reportagem “O escândalo dos precatórios”, Ribamar se formou em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e passou pelos principais jornais e revistas do país.

Foi chefe de redação da sucursal do GLOBO em Brasília, repórter do Jornal do Brasil e coordenador de economia, repórter especial e colunista do jornal O Estado de S. Paulo.

Trabalhou nas revistas Veja e Isto É e foi assessor de imprensa do Ministério do Planejamento em 1994 (ano de lançamento do Plano Real) e assessor de imprensa do Banco Central.

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